Mundo
por Mariana Cedrim
Publicado em 18/09/2025, às 06h00
Em 2025, ano em que o BNews celebra 15 anos de existência, uma série de reportagens com casos que tiveram grande repercussão no ano de fundação do veículo ganharão um destaque especial. É o caso da histórica prisão do fundador do WikiLeaks.
Ativista australiano, programador de computador e jornalista, Julian Assange, acumula algumas polêmicas em sua trajetória de vida pública. O programador ficou mundialmente conhecido, por fundar um grupo de ativistas chamado WikiLeaks.
Mas antes mesmo de ganhar destaque no mundo da tecnologia, em 1995, ele foi acusado por um tribunal australiano de cometer crimes cibernéticos e só não foi preso por prometer que não cometeria novas infrações.
Em 2006, Assange fundou o WikiLeaks, ferramenta digital onde documentos secretos pudessem ser vazados. Porém, a plataforma só ficou famosa em 2010, quando vazou um vídeo sigiloso que mostrava um ataque de helicóptero dos Estados Unidos ao Iraque, que havia acontecido em 2007 e deixou 12 mortos.
No mesmo ano, a rede divulgou cerca de 490 mil documentos militares dos Estados Unidos sobre as guerras no Iraque e Afeganistão, sendo considerada a maior brecha na segurança militar dos Estados Unidos já registrada.
Junto com a fama veio a primeira prisão de Julian, no Reino Unido, sob a acusação de abuso sexual contra duas voluntárias suecas do WikiLeaks. Em 2012, já liberdade, Assange se refugia na embaixada do Equador em Londres. Ele recebeu asilo do país e ficou confinado ali por sete anos.
Em 2017, a investigação de estupro é arquivada, mas a essa altura já existe uma ordem de prisão internacional contra ele por causa dos vazamentos nos Estados Unidos. Em abril de 2019, o Equador revoga o asilo e Assange é preso pela polícia inglesa dentro da embaixada.
No dia 25 de junho de 2024, Julian Assange, se declarou culpado durante uma audiência no tribunal dos Estados Unidos, nas Ilhas Marianas do Norte. Mas devido a um acordo, ele foi sentenciado aos 62 meses de prisão que havia cumprido no Reino Unido e foi posto em liberdade.
Na época, o voo que deixou o Reino Unido com direção às Ilhas Marianas do Norte, no Pacífico, transportando o fundador do WikiLeaks, foi o mais rastreado do mundo.
Em abril deste ano, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva divulgou a foto de um encontro com o jornalista Julian Assange, fundador do Wikileaks, durante a viagem que fez a Roma para o funeral do Papa Francisco.
Na ocasião, Lula contou que comentaram sobre o engajamento do Papa Francisco em favor da causa da liberdade de expressão e de defesa da democracia. “Foi a partir da audiência concedida pelo Papa à esposa e aos filhos de Assange, em 2023, que a campanha pela libertação do jornalista ganhou novo ímpeto”.
O presidente ainda ressaltou que ficou muito feliz em constatar que Assange está bem de saúde e está reconstruindo a sua vida familiar e profissional. “Ele é um exemplo para todos que atuam em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos", finalizou.
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