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Considerado um dos líderes de maior prestígio na chamada extrema-direita global, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, amargou uma derrota neste domingo (12) nas eleições realizadas neste final de semana para a escolha de quem vai ocupar o cargo no país. Chefe de estado há 16 anos, ele admitiu a derrota no pleito parlamentar e afirmou que o resultado é claro. O partido de oposição ao seu governo foi parabenizado por Orbán pela vitória. "O resultado da eleição é incontestável e doído para a gente", disse o primeiro-ministro derrotado em discurso aos correligionários.
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O líder do partido Tisza, Peter Magyar, que é adversário de Orbán, foi às redes sociais para agradecer os eleitores pelo apoio após os resultados parciais. Ele também afirmou que o primeiro-ministro telefonou para parabenizá-lo pela vitória.
A Hungria tem cerca de 9,5 milhões de habitantes e tem como sistema de governo a república parlamentarista, onde o primeiro-ministro é o chefe de governo e principal figura do poder executivo, eleito pela Assembleia Nacional (Parlamento unicameral) por maioria simples. O atual primeiro-ministro é Viktor Orbán, no poder desde 2010. Aliado de Donald Trump, ele é tido como ídolo da extrema direita, conhecido mundialmente como um ferrenho opositor dos outros governantes europeus, da imigração, dos direitos LGBTQIA+ e do contínuo apoio ocidental à Ucrânia contra a invasão russa.
Mais jovem e destacado pelo carisma, Magyar ganhou destaque há dois anos depois que sua ex-mulher, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, pediu renúncia de todos os cargos políticos após o perdão de um caso de abuso sexual que causou alvoroço público.
Desde então, Magyar pregou distância do partido governista Fidesz e passou a acusar a legenda de corrupção e propaganda difamatória. Apenas quatro meses depois do caso, o novo partido de Magyar obteve 30% dos votos nas eleições europeias de junho de 2024, terminando em segundo lugar atrás do Fidesz e esmagando o resto da oposição.
Em contraste a Orbán, Magyar se comprometeu a reconstruir a inclinação da Hungria ao restante do Ocidente e encerrar a dependência da Hungria perante a energia russa até 20235. No entanto, ele reforça a manutenção de "relações pragmáticas" com Moscou, além de retomar laços com a União Europeia, bastante atacada pelo seu adversário.
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