Mundo
por Gabriel Santana
Publicado em 10/12/2025, às 15h26
A família de Michael Virgil, de 35 anos, um dos passageiros que morreu durante um cruzeiro da Royal Caribbean, entrou com um processo contra a empresa e a acusou de negligência e uso excessivo de força.
A ação judicial afirma que Virgil teria recebido ao menos 33 bebidas alcoólicas pouco antes de ser detido pela tripulação. De acordo com O Globo, a denúncia relata que o casal e o filho de 7 anos, que é autista, embarcaram no navio, foram informados de que a cabine ainda não estava pronta e foram direcionados a um bar.
No local, Virgil teria sido servido repetidas vezes e, ao se embriagar, acabou desorientado, passando a procurar pela cabine, o que o levou a entrar em crise. Ao apresentar comportamento bastante alterado, ele chutou uma porta e foi contido pelos seguranças. O método usado para imobilizá-lo incluiu uma injeção de sedativo (Haloperidol) e spray de pimenta.
Em seguida, Virgil foi levado à enfermaria, mas não resistiu. A causa da morte foi classificada como homicídio por asfixia mecânica, insuficiência respiratória e cardiopulmonar, com agravantes pelo uso de álcool, sedativos e compressão do corpo durante a contenção.
A família alega que a empresa responsável pelo cruzeiro falhou em sua obrigação de proteger os passageiros. O processo, movido na última sexta-feira (5) em um tribunal federal de Miami, na Flórida, exige indenização por perda de sustento, custos médicos e funerários, além de danos morais.
A ação também afirma que a Royal Caribbean deixou de exercer seu dever de interromper o serviço de bebidas alcoólicas à vítima e que os profissionais de saúde do navio não teriam formação, licenças, experiência e habilidades adequadas.
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