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Governo dos EUA afirma que Harvard não poderá matricular estrangeiros caso não atenda às exigências de Trump

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Na última segunda-feira (14), Harvard já havia rejeitado exigências feitas pela gestão republicana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/04/2025, às 08h59



O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou em comunicado divulgado na noite da última quarta-feira (16), que Harvard perderá o direito de matricular estudantes estrangeiros se não atender às exigências do governo de Donald Trump. As informações são do  do portal Folha de S. Paulo.

A secretária do departamento, Kristi Noem, também anunciou a rescisão de duas bolsas do órgão para a universidade, em pacote que totalizaria mais de US$ 2,7 milhões. Ela afirmou ter escrito uma carta à instituição exigindo, até 30 de abril, informações sobre o que chamou de "atividades ilegais e violentas" perpetradas por alunos estrangeiros.

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De acordo com Noem, "se Harvard não puder verificar que está em plena conformidade com os requisitos, a universidade perderá o privilégio de matricular estudantes estrangeiros". "Com um patrimônio de US$ 53,2 bilhões, Harvard pode financiar seu próprio caos —o Departamento de Segurança Interna não o fará”.

Um porta-voz de Harvard disse à agência de notícias Reuters que a universidade estava ciente do comunicado sobre o cancelamento de bolsas e que, ainda assim, a instituição iria manter a sua posição.

Na última segunda-feira (14), Harvard já havia rejeitado exigências feitas pela gestão republicana. "A universidade não renunciará a sua independência nem abrirá mão de seus direitos constitucionais. As demandas do governo vão além do poder da gestão federal", afirmou Alan Garber, reitor da instituição.

Esse é mais um episódio da escalada na cruzada do governo Trump contra o ensino superior americano, que ocorre sob a justificativa de que as universidades teriam permitido atos antissemitas em protestos contra ações de Israel, aliado dos EUA, na guerra que ocorre na Faixa de Gaza. No comunicado, a secretária mencionou a existência de uma "ideologia antiamericana e pró-Hamas".

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