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Mais de 200 tremores foram registrados na Ilha de Santorini, na Grécia, desde domingo (2). No entanto, o tremor com maior magnitude na escala Richter aconteceu nesta segunda-feira (3), marcando 4,6 pontos. Com medo de novos abalos, moradores e turistas começaram a deixar um dos destinos turísticos gregos mais cobiçados. Nas últimas 48 horas, quase 6.000 pessoas deixaram o lugar.
Cientistas gregos já estavam alertando sobre a atividade sísmica no sábado e de acordo com os estudiosos os terremotos podem continuar por semanas. No entanto, "o cenário de terremotos de magnitude 6 ou mais continua improvável", disse o presidente da Organização para Planejamento e Proteção Sísmica (OASP), Efthymios Lekkas, à Mega Television.
A companhia aérea grega Aegean Airlines informou que transportou 1.294 passageiros de Santorini para Atenas na segunda-feira, em um total de nove voos, sendo cinco extras.
De acordo com o G1, os moradores que resolveram ficar na ilha, decidiram dormir fora de casa. Com medo, passaram a noite ao relento, em veículos ou em recintos seguros fornecidos pelas autoridades municipais. Um dos habitantes contou que acontecia isso no local, "tudo tremia, tremia a cada três ou quatro horas ontem. Nunca tinha passado por isso antes", disse Kostas Sakavaras, um guia turístico que vive na ilha há 17 anos, à agência de notícias AFP.
Por causa dos terremotos, todas as escolas em Santorini, Amorgos e ilhas vizinhas estão sem aulas até sexta-feira, para as autoridades essa é uma medida de precaução.
A Ilha de Santorini é conhecida também como “Ilha do Instagram” e recebe cerca de 3,4 milhões de turistas por ano, número muito maior que os 20 mil moradores da região.
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