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Inteligência dos EUA investiga nova arma usada pelo Irã na guerra: 'Coisa de outro mundo'

Reprodução/White House
Depoimento obtido pela CNN levanta dúvidas sobre um possível avanço tecnológico iraniano  |   Bnews - Divulgação Reprodução/White House
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 24/06/2026, às 16h17



Um piloto da Força Aérea dos Estados Unidos afirmou ter visto uma formação incomum de drones iranianos momentos antes de ser abatido durante uma missão sobre o Irã. O relato, revelado pela CNN e atribuído a fontes ligadas à inteligência americana, descreve dezenas de aeronaves não tripuladas movendo-se de forma sincronizada, formando uma estrutura semelhante a uma água-viva no céu.

Segundo o depoimento, os drones aparentavam operar de maneira integrada, como se fossem um único sistema. Uma das fontes ouvidas pela emissora descreveu a cena como “múltiplos drones interconectados se movendo como um só, com unidades menores abaixo das maiores, semelhantes a pernas”.

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O caso gerou intenso debate dentro da comunidade de inteligência dos Estados Unidos. Especialistas avaliam se a observação pode indicar um avanço significativo da tecnologia militar iraniana, especialmente no desenvolvimento de sistemas de enxameamento de drones e redes de comunicação em malha, capazes de compartilhar informações em tempo real e coordenar ações coletivas.

Investigadores ainda tentam determinar o que causou a queda do caça F-15. Avaliações preliminares apontam que a formação de drones pode ter desempenhado algum papel na operação que resultou no abatimento da aeronave, embora não haja confirmação oficial até o momento.

O relato, no entanto, não é tratado como consenso dentro do governo americano. Parte dos analistas questiona a confiabilidade da descrição, já que o piloto sofreu uma concussão durante o incidente e prestou depoimento pouco tempo após ser resgatado. Autoridades investigam se fatores fisiológicos podem ter influenciado sua percepção dos acontecimentos.

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