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Sequestrada durante a guerra, jovem ucraniana vira escrava sexual de soldado da Rússia

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O caso destaca um padrão de abusos cometidos por tropas russas contra civis ucranianos em áreas de conflito  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 13/06/2026, às 07h32 - Atualizado às 16h10



Autoridades de Kharkiv, na Ucrânia, formalizaram acusações contra o soldado russo Vyacheslav Dubenko pelo sequestro e escravização de uma jovem de 21 anos. O crime, iniciado durante a invasão russa na Ucrânia, em 2022, envolveu abusos sistemáticos e o transporte forçado da vítima para o território russo.

De acordo com a investigação, o caso começou em março de 2022, quando tropas russas ocuparam o lugar onde a vítima residia com sua mãe, que possui deficiência, e dois irmãos menores. Após tentativas frustradas de sedução, Dubenko teria invadido a residência da família e coagido a jovem sob ameaça de morte contra seus parentes. Na ocasião, o agressor justificou a retirada da mulher à mãe como "assunto de jovens".

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A vítima foi traficada por Dubenko e dois cúmplices para a cidade russa de Belgorod. Lá, ela permaneceu em um apartamento transformado em cativeiro, caracterizado pela investigadora sênior de crimes de guerra da região, Anna Ponomarenko, como um ambiente de isolamento total."Tudo estava lacrado. As portas estavam trancadas com chaves e cadeados. Ele tirou o celular dela. Deixou comida para ela, só isso.", afirmou a autoridade. 

O regime de escravidão e abusos perdurou por mais de um ano. A jovem conseguiu escapar apenas em 2023, quando foi levada de volta à região de Kharkiv, momento em que denunciou os crimes às autoridades locais. O relato da investigadora descreve o local como um cenário de "escravidão sexual" planejado para impedir qualquer tentativa de fuga.

O caso insere-se em um contexto mais amplo de denúncias de abusos cometidos por combatentes contra civis ucranianos. Atualmente, embora a maior parte de Kharkiv tenha sido recuperada pelas forças armadas da Ucrânia, a Rússia mantém o controle de áreas restritas na fronteira leste e nordeste, onde episódios semelhantes são monitorados.

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