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Israel mobiliza milhares de reservistas em plano de expansão da ofensiva em Gaza

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O Exército de Israel anunciou a mobilização de milhares de reservistas nos próximos dias como parte de um plano para ampliar a ofensiva na Faixa de Gaza, diante do fracasso das negociações para um cessar-fogo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/05/2025, às 11h21 - Atualizado às 11h45



O Exército de Israel anunciou a mobilização de milhares de reservistas nos próximos dias, como parte de um plano para ampliar a ofensiva na Faixa de Gaza, após o fracasso das negociações para um cessar-fogo. A convocação foi divulgada depois que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, apresentou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro da Defesa, Israel Katz, um plano para intensificar a pressão sobre o Hamas.

De acordo com a emissora pública israelense Kan 11, o plano inclui a retirada de civis palestinos das regiões norte e central de Gaza antes da expansão das operações militares nessas áreas, uma estratégia semelhante à adotada em Rafah, no sul do enclave, no início deste ano. Em declaração feita no último domingo (5), Zamir afirmou: “Esta semana, estamos emitindo milhares de ordens aos nossos reservistas para intensificar e expandir nossa operação em Gaza", acrescentando que as forças israelenses "operarão em áreas adicionais e destruirão todas as infraestruturas, tanto acima quanto abaixo do solo”.

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Na segunda-feira (5), o gabinete de segurança israelense aprovou um plano que prevê a "conquista" da Faixa de Gaza e a manutenção do controle sobre o território, incluindo o deslocamento da população local para o sul, com o objetivo de protegê-la. A estratégia, que foi aprovada por unanimidade, também contempla ataques contundentes contra o Hamas, embora os detalhes específicos ainda não tenham sido divulgados. O primeiro-ministro Netanyahu apoia a proposta do presidente americano Donald Trump de incentivar a emigração voluntária dos palestinos para países vizinhos, como Jordânia e Egito, que, no entanto, já rejeitaram a ideia.

A ofensiva israelense já controla cerca de metade do território de Gaza, incluindo uma zona de segurança ao longo da fronteira e três corredores que atravessam o enclave de leste a oeste, pressionando a população palestina a se concentrar em áreas cada vez menores. Desde o início da campanha, em outubro de 2023, mais de 50 mil pessoas morreram em Gaza, de acordo com autoridades locais.

A intensificação dos ataques gerou preocupação entre as famílias dos 59 reféns israelenses mantidos pelo Hamas, a maioria sequestrada durante o ataque do grupo em 7 de outubro de 2023. O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas alertou que qualquer escalada nos combates coloca os reféns em perigo imediato, ressaltando que a libertação deles é a maior prioridade moral para a população israelense. As negociações para a libertação dos reféns permanecem paralisadas há semanas.

Além disso, a escalada do conflito provocou reações regionais, como o anúncio dos rebeldes houthis do Iémen de um bloqueio aéreo contra Israel, com ataques a aeroportos, incluindo o principal aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. Israel prometeu retaliar essas ações, embora a maioria dos ataques tenha sido interceptada pelos sistemas de defesa antimísseis do país.

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