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Israel muda versão após vídeo desmentir ataque que matou 15 socorristas em Gaza

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O Exército de Israel mudou sua versão sobre o ataque que ocorreu em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no dia 23 de março  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Pixabay
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 07/04/2025, às 12h38 - Atualizado às 12h40



O Exército de Israel mudou sua versão sobre um ataque que matou 15 socorristas palestinos em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 23 de março. Inicialmente, os militares alegaram que ambulâncias haviam se aproximado de maneira suspeita de uma área protegida por soldados. No entanto, um vídeo divulgado pelo jornal The New York Times revelou que os veículos estavam claramente identificados e com luzes de emergência acesas, levando o Exército a revisar sua justificativa.

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As imagens, recuperadas do celular de uma das vítimas, mostram ambulâncias, um caminhão dos bombeiros e um veículo da ONU com sinalização visível, contradizendo a alegação das Forças de Defesa de Israel (IDF) de que não seria possível identificar os veículos como pertencentes a equipes médicas.

De acordo com o jornal Times of Israel, uma fonte do Exército afirmou que a versão inicial foi baseada no relato dos soldados presentes no local. O Exército nega que os paramédicos tenham sido executados à queima-roupa ou enterrados para encobrir o crime, como denunciado pela Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, responsável pelas ambulâncias. Alega ainda que a vala foi cavada para proteger os corpos de animais e que a localização foi informada à ONU (Organização das Nações Unidas).

Israel segue sustentando que seis dos mortos teriam ligação com o Hamas — grupo designado como organização terrorista por países como Estados Unidos, Israel e União Europeia —, mas até agora não apresentou provas. O caso está sob investigação, e autoridades palestinas e organizações internacionais pedem uma apuração independente, classificando o ataque como possível crime de guerra.

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