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Jornalista morto pelo exército israelense deixou carta para ser publicada: 'Israel conseguiu silenciar minha voz'

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Além de Al-Sharif, outros quatro jornalistas da Al Jazeera foram mortos por Israel  |   Bnews - Divulgação Reprodução/X @AnasAlSharif0
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 11/08/2025, às 09h17



O jornalista da Al Jazeera Anas Al-Sharif, de 28 anos, morto ao lado de quatro colegas pelo Exército de Israel em Gaza, deixou uma carta escrita em 6 de abril para ser publicada caso viesse a falecer. Ele foi acusado por Israel de chefiar uma célula da organização terrorista Hamas.

Na carta, compartilhada em inglês e em árabe em seu perfil no X (antigo Twitter), Al-Sharif diz que dedicou todos os esforços para ser um apoio e uma voz para o seu povo. Ele expressa o desejo de viver o suficiente para retornar à sua cidade natal, Asqalan (Al-Majdal), ocupada pelo Exército de Israel, junto à família e entes queridos.

"Esse é o meu testamento e minha mensagem final. Se elas palavras chegaram até você, saiba que Israel conseguiu me matar e silenciar a minha voz", inicia. 

"Vivi a dor em todos os seus detalhes, experimentei o sofrimento e a perda muitas vezes, mas nunca hesitei em transmitir a verdade como ela é, sem distorção ou falsificação — para que Alá possa testemunhar contra aqueles que permaneceram em silêncio, aqueles que aceitaram nossa matança, aqueles que nos sufocaram e cujos corações não se comoveram diante dos restos mortais dispersos de nossas crianças e mulheres, sem fazer nada para impedir o massacre que nosso povo enfrenta há mais de um ano e meio", diz Al-Sharif.

Segundo Israel, existem documentos que confirmavam o envolvimento do jornalista em atividades terroristas. Além dele, outros quatro colegas, jornalistas da Al Jazeera, também foram mortos. Eles foram identificados como Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal e Moamen Aliwa.

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