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Jovem com condição rara lamenta nunca ter passado Natal em família: 'As pessoas não entendem'

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Aos 19 anos, jovem sofre de condição que causa incômodo intenso a sons repetitivos, conhecida como misofonia  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 24/12/2024, às 22h16   Victória Valentina



Grayson Whitake, de apenas 19, não sabe mais como é passar o Natal em família. Isso porque o jovem inglês convive, desde a infância, com uma síndrome rara, que dificulta encontros e celebrações.

O rapaz tem sensibilidade seletiva a sons, também conhecida como misofonia, uma doença caracterizada pelo incômodo intenso a sons repetitivos, como de mastigação, tosse, pigarro ou de talheres. O barulho mais simples possível, como o de digitação, pode ser perturbador para quem convive com a condição. 

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"Nunca tive um jantar de Natal com minha família, então não tenho essas boas lembranças. Eu adoraria estar com meus pais em vez de ficar preso no meu quarto sozinho, mas fisicamente não posso por causa dos sons. Eu simplesmente me tranco no meu quarto", relatou Whitake ao The Sun. 

Um dos quadros mais comuns da misofonia é a reagir de forma muito negativa às situações de exposição aos sons. Os diagnosticados podem ter fortes acessos de raiva, ódio e até nojo, sendo acompanhado por sintomas físicos como mal-estar, tacardia e sudorese. Por conta disso, o adolescente diz que prefere ficar trancado no quarto, para evitar descontar o sentimento na família.

"Lembro-me de quando eu era criança e tinha que sair do quarto se meu pai fungasse. A raiva era avassaladora. Eu não sabia como falar sobre minhas emoções, então meus pais achavam que eu estava sendo um pirralho. Eles não perceberam que havia algo realmente errado até eu começar a coçar as pernas", disse.

No meio disso tudo, o rapaz precisou abandonar a escola pois não conseguia lidar com o som do ambiente e passou muitos anos isolado no quarto. Terapia e atividades físicas foram cruciais para que ele aliviasse a raiva. Hoje, Grayson trabalha em uma rede de fast food, mas que consegue abafar o barulho.

"As pessoas realmente não entendem, o que é muito difícil. Espero que um dia eu consiga me recompor e passar o Natal com minha família", relatou.

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