Mundo

Jovens são investigados por usar robô humanoide para assediar adolescente de 16 anos

Reprodução/Redes Sociais
Robô de 1,20 metro foi controlado à distância em plena via pública enquanto jovens transmitiam a cena ao vivo no TikTok  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 13/10/2026, às 10h34   Gabriel Dinis



A polícia da cidade de Colônia, na Alemanha, abriu uma investigação criminal contra dois jovens suspeitos de utilizarem um robô humanoide para assediar uma adolescente de 16 anos em via pública. O caso, registrado na madrugada do último domingo (11), envolveu a transmissão ao vivo do episódio em redes sociais e terminou com o robô apreendido dentro do porta-malas de um carro estacionado nas proximidades.

O incidente ocorreu em uma movimentada avenida da cidade, chamada Hohenzollernring, conhecida como uma região central de bares e restaurantes. De acordo com o boletim policial, a vítima estava parada em frente a uma lanchonete quando o robô se aproximou por trás.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Segundo o relato da jovem e de testemunhas, a máquina de aproximadamente 1,20 metro de altura, com pinturas nas cores vermelho e dourado, tocou as nádegas da garota e realizou movimentos corporais de conotação sexual. A adolescente acionou imediatamente o serviço de emergência da polícia.

Enquanto a abordagem acontecia, o proprietário do robô de 16 anos e um acompanhante de 19 anos filmavam a cena à distância e transmitiam as imagens em tempo real para as redes sociais. O caso foi registrado em live no TikTok.

Alertadas pela vítima, equipes da polícia patrulharam a região e conseguiram encontrar a dupla minutos depois. Durante a abordagem, os policiais localizaram o humanoide escondido dentro do porta-malas de um automóvel.

A polícia apreendeu o robô humanoide e dois smartphones utilizados para a gravação e exibição da transmissão.

A Divisão de Investigações Criminais instaurou inquérito para apurar o crime de importunação sexual. Peritos de tecnologia da polícia analisam os dispositivos para comprovar formalmente se o robô foi operado inteiramente por controle remoto pelos jovens ou se executou comandos pré-programados de inteligência artificial.

O episódio é apontado por juristas locais como um caso pioneiro envolvendo a instrumentalização de dispositivos robóticos para a prática de crimes contra a dignidade sexual em espaços públicos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp

Tags

Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)