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Leão XIV tem posições similares à de Francisco sobre Donald Trump

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Leão XIV e Francisco tinham proximidade nas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/05/2025, às 22h03



O primeiro papa norte-americano da história, Leão XIV, a exemplo de seu antecessor Francisco, tem posições antagônicas aos do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele foi um dos dez cardeais americanos a entrar no conclave.

Em fevereiro deste ano o então cardeal Prevost criticou nas redes sociais o vice-presidente dos EUA, católico convertido há seis anos. "JD Vance está errado. Jesus não pede para classificarmos nosso amor pelos outros", disse Prevost ao citar uma entrevista do vice de Trump na qual ele justificava, com uma falsa interpretação teológica, a repressão aos imigrantes ilegais. 

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"Existe um conceito cristão de que você ama sua família, depois ama seu próximo, depois ama sua comunidade, depois ama seus concidadãos e, depois disso, prioriza o resto do mundo. Boa parte da extrema esquerda inverteu isso completamente", declarou Vance.

Ao contestar, Prevost alinhava-se ao Papa Francisco, que logo após a posse de Trump, mandou carta aos bispos americanos. Em carta aos bispos dos EUA, o pontífice refutou o conceito teológico expressado por Vance. 

Nos dias que antecederam o conclave, a Casa Branca postou uma foto de Trump vestido de Papa: o presidente chegou a anunciar  preferir o cardeal Timothy Dolan, de Nova York. Mas, após o anúncio do resultado do conclave, o presidente americano tomou a eleição de Leão XIV como uma honra para o país pelo fato de ser o primeiro papa nascido no país. Simpatizantes do movimento Maga inundaram as redes sociais para protestar contra a escolha da Prevost.

A ativista de extrema direita Laura Loomer, que costuma atuar como conselheira informal de Trump, informou a seus seguidores que o novo Papa apoia imigrantes ilegais e fronteiras abertas. "Ele (o papa) retuitou tweets em apoio aos 'sonhadores', também conhecidos como imigrantes ilegais, e atacou o uso da expressão 'homens maus' pelo presidente Trump para descrever imigrantes ilegais violentos. Ele considera a expressão 'racista'", afirmou Loomer.

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