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Após uma derrota histórica na primeira votação, Friedrich Merz foi eleito nesta terça-feira (6) como o novo chanceler da Alemanha, cargo equivalente ao de chefe de governo no país. Merz tomará posse ainda hoje, encerrando o impasse político que se seguiu às eleições federais de fevereiro.
Embora a CDU/CSU, liderada por Merz, tenha vencido as eleições, o partido não obteve votos suficientes para formar maioria absoluta no Bundestag, o Parlamento alemão. Para garantir a liderança do governo, Merz firmou uma coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, que havia obtido seu pior resultado histórico no pós-guerra.
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Na primeira votação, Merz recebeu 310 votos, ficando seis abaixo dos 316 necessários, em uma derrota inédita no período pós-Segunda Guerra Mundial, causada pela rebelião de 18 deputados social-democratas que votaram contra sua indicação. Após a interrupção da sessão para consultas entre os grupos parlamentares, uma segunda votação foi realizada ainda nesta terça-feira, na qual Merz obteve 325 votos favoráveis, superando a maioria exigida.
A eleição de Merz marca o retorno da CDU ao comando da Alemanha após três anos de governo social-democrata sob Olaf Scholz. O novo chanceler terá pela frente desafios como a recuperação econômica, a crise energética e a posição internacional do país, especialmente em relação à guerra na Ucrânia. Seu gabinete será composto majoritariamente por novos membros, com apenas o ministro da Defesa, Boris Pistorius, permanecendo do governo anterior.
Apesar do revés inicial, Merz demonstrou resiliência e conseguiu consolidar apoio suficiente para liderar o país, encerrando um período de incertezas políticas e abrindo caminho para a formação do novo governo alemão.
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