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Mulher que afirmava ser Madeleine McCann é condenada; saiba o motivo

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Julia Wandelt, que alegava ser Madeleine McCann, perseguiu a família da criança  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 07/11/2025, às 11h28



Julia Wandelt, de 24 anos, que afirmava ser Madeleine McCann, foi condenada pela Justiça da Inglaterra por assediar a família da menina desaparecida. Apesar disso, ela foi absolvida da acusação de perseguição.

De acordo com o Tribunal da Coroa de Leicester, entre junho de 2022 e fevereiro deste ano, a jovem polaca enviou mensagens, fez ligações e até visitou a casa dos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, mesmo com ordens policiais para manter distância.

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Três anos mais velha que Madeleine, Julia alegava acreditar ter sido raptada e criada por um casal que não seria seus verdadeiros pai e mãe. Ela inclusive participou de programas de TV nos Estados Unidos fazendo declarações sobre o caso.

A defesa afirmou, em julgamento, que a jovem sofria de problemas de saúde mental e havia sido vítima de abuso familiar. Julia, por sua vez, negou ter buscado fama ou dinheiro e alegou não ter tido a intenção de causar sofrimento à família McCann.]

Um teste de DNA realizado neste ano pela polícia britânica descartou completamente qualquer ligação entre a jovem polaca e a menina inglesa.

Relembre o caso

Na noite do dia 3 de maio de 2007, Madeleine McCann, de 3 anos, foi raptada de um quarto de um resort na Praia da Luz, em Portugal. Os pais da criança saíram para jantar com amigos e a deixaram sozinha. Até hoje não se sabe sob o paradeiro dela.

Christian Brueckner, apontado como principal suspeito do crime, foi preso acusado por estupros, mas nunca confessou às autoridades envolvimento com o sequestro de Madeleine McCann. 

Em setembro de 2024, o suspeito teria revelado a um colega de cela que "tirou uma criança de um apartamento no Algarve", no extremo sul de Portugal, onde a vítima desapareceu. 

Laurentiu Codin, ex-companheiro de Brueckner na prisão, fez a revelação durante depoimento a um tribunal na Alemanha. Segundo ele, o principal suspeito do sequestro da criança teria questionado se ele também estava na cadeia por algum crime envolvendo menores. A "confissão" teria sido feita em 2020.

"Ele me disse que havia roubado em Portugal. Ele estava em uma região onde há hotéis e pessoas ricas vivem. Ele disse que havia um lugar com uma janela aberta, ele me disse isso. Ele estava procurando dinheiro. Ele disse que não encontrou dinheiro, mas encontrou uma criança e levou a criança", revelou Colin, em depoimento reproduzido por grandes jornais como Daily Mail e The Mirror.

O ex-colega de cela contou ainda como Christian Brueckner descreveu sua atuação naquele dia. "Ele disse que não encontrou nenhum dinheiro, mas encontrou uma criança e a levou. Ele disse que duas horas depois havia policiais e cachorros por todo lado, então ele foi embora, saiu da área. Só estou dizendo o que ele me disse. Ele me disse que estava com ele uma pessoa com quem ele havia discutido, supostamente era sua mulher. Ele disse que levou a criança em Portugal no carro e, no momento em que a polícia e os cães chegaram à casa [que ele havia invadido], ele foi embora e desapareceu".

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