Mundo
por Natane Ramos
Publicado em 06/10/2026, às 23h36
De acordo com os advogados de Christa Pike, a mulher, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee na semana passada, já recuperou a consciência e está falando. O comunicado sobre o estado de saúde foi anunciado nesta terça-feira (6).
Apesar de apresentar graves ferimentos nos braços, Pike, de 50 anos, "continua algemada e acorrentada à cama", onde "segue recebendo cuidados médicos intensivos", declarou a equipe de defesa da detenta.
Christa Pike foi condenada à morte por injeção letal após participação no assassinato e tortura de uma colega de curso há três décadas. No entanto, ela acabou sobrevivendo mesmo após a aplicação de duas doses, realizadas na noite de 30 de setembro na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville.
Christa foi condenada por um homicídio que cometeu contra um colega de escola em 1995. No entanto, seus advogados alegam que ela foi vítima de violência, negligência e abuso sexual na infância, além de dois estupros sofridos aos 11 e aos 17 anos, o que teria colaborado para o crime violento que cometeu anos depois.
De acordo com o site "Mercy for Christa" (Misericórdia para Christa, em tradução livre), a mulher foi vítima de abusos por parte do pai, da avó materna e de vários namorados da mãe.
Aos 11 anos, Puke teria sofrido o primeiro estupro, por um homem que morava perto da família. O site declara que, pouco tempo após o ocorrido, Christa tentou tirar a própria vida por meio de uma overdose com remédios.
Os advogados de defesa apontaram que Christa Pike recebeu os diagnósticos de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático. Além deste fator, a defesa alega que a mãe dela consumia álcool durante a gestação, o que teria danificado o desenvolvimento cerebral.
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