Mundo

ONU faz alerta sombrio sobre IA: tecnologia ameaça direitos humanos e pode provocar “mudança irreversível”

Foto: Denis Balibouse/ Reuters
Alto comissário de Direitos Humanos da ONU afirma que possíveis sistemas mais poderosos podem ameaçar direitos fundamentais  |   Bnews - Divulgação Foto: Denis Balibouse/ Reuters

Publicado em 15/09/2026, às 13h20 - Atualizado às 13h46   Gustavo Leal



Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu “ação urgente” nesta segunda-feira (14) para regulamentar a inteligência artificial (IA) diante dos riscos considerados sem precedentes provocados pelo avanço da tecnologia.

“Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade. Todos os direitos humanos estão ameaçados por essa tecnologia, incluindo o direito à vida”, afirmou Türk em comunicado.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O alto comissário já havia alertado sobre os riscos da IA durante uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em 7 de setembro. Na ocasião, também pediu que as principais empresas desenvolvedoras da tecnologia adotassem medidas imediatas para reduzir os riscos associados aos novos sistemas.

Os debates sobre as consequências da rápida evolução da inteligência artificial têm crescido nos últimos meses. Nos Estados Unidos, executivos de empresas de tecnologia também passaram a defender maior cautela no ritmo de desenvolvimento da área.

No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para permitir uma análise mais aprofundada dos riscos associados às novas capacidades dos sistemas de IA.

“Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, afirmou Amodei.

A defesa de maior cautela recebeu apoio de executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI; Elon Musk, da xAI; e Demis Hassabis, do Google DeepMind.

Reações de Estados Unidos e China
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou sobre o assunto nesta segunda-feira (14). Segundo o republicano, o único país satisfeito com os debates sobre possíveis limites para a inteligência artificial é a China. Trump também voltou a criticar o que classificou como uma suposta “conspiração doentia” contra a tecnologia.

“O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social.

A China, que disputa com os Estados Unidos a liderança no desenvolvimento da inteligência artificial, também demonstra preocupação com os possíveis impactos da tecnologia, especialmente sobre a segurança nacional.

“[Forças hostis] abusam de tecnologias generativas de IA para fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais”, escreveu o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, em artigo publicado na internet no domingo.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)