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Parte da imprensa dos EUA pede para que Biden desista da candidatura à presidência

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Posicionamento acontece depois do desempenho do presidente no primeiro debate contra Donald Trump  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 29/06/2024, às 09h27   Cadastrado por Daniel Serrano



Parte da imprensa dos Estados Unidos publicaram na noite da última sexta-feira (28) pedido para que o presidente Joe Biden, de 81 anos, desista de disputar a reeleição ao cargo. Entre os veículos que defendem a retirada da candidatura de Biden estão os jornais "The New York Times", "The Wall Street Journal" e "Financial Times" e a revista "The Economist".

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Em seus editorias, os veículos demonstraram preocupação com a democracia do país em uma eventual vitória de Donald Trump e avaliam que Biden não tem força para derrotar o adversário. Trump e Biden disputam a presidência nas eleições deste ano. A votação acontece em 5 de novembro.

Biden teve o seu desempenho no primeiro debate eleitoral para as eleições de 2024 mal avaliado. Por isso, uma ala de seu partido, o Democrata, e a imprensa dos EUA levantarem a possibilidade de que ele abrir mão da disputa.

O "The New York Times" disse em seu editorial que Biden demonstrou, durante o debate, "à sombra de um grande servidor público" e de "um presidente admirável que já foi", frisa que, "mais de uma vez, ele teve dificuldade para chegar ao fim de uma frase".

"No debate de quinta-feira, o presidente precisava convencer o público americano de que estava à altura das enormes ​​exigências do cargo que pretende ocupar por mais um mandato. No entanto, não se pode esperar que os eleitores ignorem o que era evidente: Biden não é o homem que era há quatro anos", diz o editorial.

O jornal "The Wall Street Journal" e a revista "The Economist" também publicaram editoriais defendendo a desistência do democrata. Para o jornal, Biden "claramente não está preparado para mais quatro anos" no poder e pediu ao Partido Democrata que convença o presidente a desistir da candidatura.

"Uma questão inevitável é por que as pessoas mais próximas de Biden deixaram que ele concorresse novamente. Nós e muitos outros os alertamos. Foi claramente um ato egoísta da parte dele buscar um segundo mandato. Mas será que eles realmente pensaram que poderiam esconder o seu declínio do público durante toda uma campanha eleitoral?", escreve o The Wall Street Journal.

Para "The Economist", "Joe Biden deverá agora dar lugar a um candidato alternativo" e lembrou que vem pedindo a Biden para não se candidatar à reeleição desde o fim de 2022. A revista diz ainda que o presidente ficou "atordoado" e foi "incoerente" durante os "agonizantes 90 minutos de debate".

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