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Publicado em 20/01/2025, às 12h47 Maurício Viana
O ataque com um carro que deixou seis pessoas mortas e trezentos feridos na cidade de Magdeburg, na Alemanha não será investigado como terrorista, segundo informou o procurador-geral alemão Jens Rommel ao canal SWR.
Ele afirmou que o autor do ataque, um médico ex-muçulmano da Arábia Saudita provavelmente realizou ato pelo que ele considera como "uma frustração pessoal" e não havia como foco atingir instituições estatais.
Além disso, o procurador também informou que diferente de um ataque fatal com faca que ocorreu em Solingen, o suspeito do atropelamento não estava ligado a uma organização específica, como por exemplo ao Estado Islâmico, que reivindicou a responsabilidade por um esfaqueamento que ocorreu num festival no ano passado.
O incidente, porém, será investigado pelo Ministério Público da Alemanha, e não pelo Ministério Público Federal que costuma acompanhar atos de terrorismo.
"Precisamos de um contexto específico de segurança do Estado. Isso significa que precisamos de um ataque ao Estado como um todo ou aos nossos princípios constitucionais", disse Rommel.
O suspeito foi identificado como Taleb A e havia declarado sua renúncia ao islamismo e mantinha um site que ajudava antigos muçulmanos a fugirem de processos judiciais em seus países.
Além disso, ele se mostrava contra a imigração e era simpático ao movimento de extrema-direita alemão, o Alternativa para a Alemanha (AfD). A investigação a respeito do autor do crime seguirá no estado da Saxônia-Anhalt.
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