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Preso na Tailândia acusado de insultar a família real, o professor americano, Paul Chambers, foi libertado sob fiança. No entanto, seu status imigratório permanece contestado, de acordo com o seu advogado nesta quinta-feira (10).
O professor da Universidade Naresuan, na Tailândia, foi preso na última terça-feira (8) após uma queixa apresentada pelo exército monarquista, acusando-o de difamar a monarquia tailandesa, que possui uma das leis de lesa-majestade mais rigorosas do mundo. O Departamento de Imigração revogou seu visto.
O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação com a prisão, afirmando que ela reforçava as preocupações de longa data de Washington sobre o uso da lei de lesa-majestade pela Tailândia. Ao mesmo tempo, solicitava às autoridades o respeito à liberdade de expressão e garantia de que as leis não fossem aplicadas para reprimir a expressão permitida.
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De acordo com informações da CNN, na noite da última quarta-feira (9), Chambers foi liberado sob fiança, de acordo com seu advogado, Wannaphat Jenroumjit, do grupo Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos. Chamber também recorreu da revogação de seu visto. O advogado afirmou que o resultado do recurso deve sair até sexta-feira.
As acusações contra Chambers partiram de uma sinopse de um seminário acadêmico online do qual ele era palestrante. A sinopse foi publicada no site de um instituto de pesquisa sediado fora da Tailândia no ano passado, disse seu advogado.
A monarquia tailandesa é protegida pela Seção 112 do código penal do país, que determina que qualquer pessoa considerada culpada de difamar, insultar ou ameaçar o rei, a rainha, seu herdeiro aparente ou regente será punida com pena de prisão de três a 15 anos.
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