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Putin concorda com cessar-fogo, mas quer acertar detalhes com os EUA

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Presidente russo afirma que a luta não poderia ser interrompida até que uma série de condições cruciais fossem resolvidas  |   Bnews - Divulgação Getty Images via BBC
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/03/2025, às 10h43



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (13), que aceita a ideia de um cessar-fogo de 30 dias na guerra contra a Ucrânia, mas há questões que precisam ser discutidas com os EUA

"Concordamos com as propostas para cessar as hostilidades, mas partimos do fato de que essa interrupção [dos combates] deve ser de forma a levar a uma paz de longo prazo e elimine as causas originais desta crise", disse Putin a repórteres.

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Na última quarta-feira (12), Putin visitou a região de Kursk para exigir mais rapidez das tropas russas para retomar o território dos ucranianos, falou que não discorda da proposta americana, mas fez uma série de questionamentos e disse que um acordo com a Ucrânia "deve levar a uma paz duradoura".

"A ideia do cessar-fogo em si é correta e nós certamente a apoiamos, mas há questões que precisamos discutir. Por que eles precisam de 30 dias? Para a mobilização ou fornecimento de armas para a Ucrânia? Não está claro como a situação vai se desenvolver em Kursk e outros lugares. Quem irá controlar o cessar-fogo? São 2 mil quilômetros de frente de batalha", disse Putin.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a declaração de Putin foi promissora, mas incompleta. Ele reiterou que quer ver um cessar-fogo e afirmou que está discutindo com autoridades ucranianas a concessão de territórios à Rússia. "Estamos discutindo com a Ucrânia territórios que serão mantidos e perdidos, e todos os outros elementos de um acordo de cessar-fogo. Tem uma usina de energia envolvida, uma usina muito grande, então que é que vai ficar com a usina, com isso, com aquilo, não é um processo fácil", disse o presidente.

O presidente russo enviou a Donald Trump uma mensagem sobre a proposta de cessar-fogo na Ucrânia por meio do enviado especial do presidente norte-americano, declarou o Kremlin nesta sexta-feira (14), acrescentando que viu motivos para “otimismo cauteloso” de que um acordo poderia ser alcançado.

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