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Relatório da Nasa aponta que Brasil pode ficar inabitável em 50 anos

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Outros locais também poderão se tornar difíceis para a sobrevivência humana como o sul da Ásia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Freepik

Publicado em 23/07/2024, às 12h06   Bernardo Rego



Um relatório produzido por pesquisadores da agência espacial norte-americana (Nasa), apontou que alguns lugares do mundo podem ficar inviáveis de serem habitados nas próximas décadas  por conta do aumento das temperaturas. 

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Áreas do Centro-Oeste, do Nordeste, do Norte e do Sudeste do Brasil fazem parte do relatório que aponta as regiões da Terra onde o calor pode impossibilitar a permanência dos humanos em 50 anos.


Segundo o relatório, outras regiões que podem sofrer com as altas temperaturas são o sul da Ásia, Golfo Pérsico, Mar Vermelho, partes da China e sudeste asiático. O estudo foi liderado pelo pesquisador Colin Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.


De acordo com a Nasa, os meteorologistas utilizam diversas ferramentas para avaliar o potencial de estresse por calor, sendo uma delas a chamada temperatura de bulbo úmido. "A temperatura de bulbo úmido é a temperatura mais baixa à qual um objeto pode esfriar quando a umidade evapora dele. Quanto menor a temperatura de bulbo úmido, mais fácil é para nós esfriarmos. Ela mede o quão bem nossos corpos esfriam por meio do suor quando está quente e úmido, e nos diz se as condições podem ser prejudiciais à nossa saúde, ou até mesmo mortais", detalhou a Nasa.

"Enquanto a temperatura do bulbo úmido estiver bem abaixo da temperatura da sua pele, seu corpo pode liberar calor para o ambiente por meio de radiação e suor. Mas, à medida que a temperatura do bulbo úmido se aproxima da sua temperatura interna, você perde a capacidade de se resfriar. Isso desencadeia mudanças no seu corpo. Você desidrata. Seus órgãos ficam estressados, especialmente seu coração. O sangue corre para sua pele para tentar liberar calor, deixando seus órgãos internos famintos. Os resultados podem ser mortais", acrescentou a Nasa.

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