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por Sophia Souza
Publicado em 03/11/2026, às 06h00
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como “midterms”, serão realizadas nesta terça-feira (3). O pleito é realizado na metade do mandato do presidente Donald Trump, do Partido Republicano, e renova quase todo o Congresso estadunidense.
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Diferente do Brasil, onde a apuração é totalmente feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema dos EUA é descentralizado, ou seja, cada estado coordena suas próprias regras de votação. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão na disputa, além de 35 das 100 vagas para o Senado.
Para o Senado, cada um dos 50 estados possui duas cadeiras, independente do tamanho da população. Já para a Câmara dos Representantes, as vagas são distribuídas por distritos eleitorais mapeados conforme a densidade populacional de cada estado.
Os deputados cumprem mandatos de dois anos, enquanto os senadores exercem mandatos de seis anos, com a Casa renovada em terços a cada dois anos.
Apesar do nome de Donald Trump não estar nas urnas, essas eleições de meio de mandato são consideradas um teste decisivo para os dois últimos anos de seu governo. Atualmente, o Partido Republicano detém a maioria tanto na Câmara quanto no Senado.
No entanto, pesquisas apontam que 66% dos eleitores desaprovam a gestão do presidente, impulsionados pela insatisfação com o alto custo de vida e a condução da economia. Justamente por isso, projeções indicam um favoritismo do Partido Democrata para retomar o controle das Casas Legislativas.
A eleição também registra o fortalecimento de movimentos progressistas e socialistas. Cerca de 131 candidaturas contam com o apoio da organização Socialistas Democráticos da América, que concorreram filiados ao Partido Democrata.
O crescimento desses grupos é apontado como uma reação aos anos de “trumpismo” e as crescentes desigualdades sociais. Ele foi impulsionado por nomes como o senador Bernie Sanders, as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Rashida Tlaib, além da vitória de Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York.
Parlamentares democratas passaram a usar a concessão de visto ao candidato derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) como munição contra o governo de Trump.
Integrantes da oposição criticam o acolhimento oferecido a um político investigado pela Justiça brasileira, enquanto o governo estadunidense impõe restrições a refugiados e imigrantes.
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