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Trilha de vulcão onde brasileira morreu tem 180 acidentes e 8 mortes nos últimos cinco anos; confira dados

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Trilha de vulcão se tornou bastante procurada após a pandemia, despertando a atenção para medidas de segurança  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Tripadvisor

Publicado em 24/06/2025, às 12h02   Maurício Viana



A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após cair dentro de um vulcão durante uma trilha no Monte Rinjani, no parque nacional da Indonésia, não é um caso isolado. Apenas nos últimos cinco anos foram registradas oito mortes e 180 acidentes. O local é um dos destinos turísticos mais procurados da região.

De acordo com o portal G1, dados divulgados pelo governo indonésio em março mostram que o Parque Nacional teve um aumento expressivo de casos nos últimos anos: O número de ocorrências de 2024 quase dobrou com relação a 2023.

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Em 2020, 21 casos foram registrados, enquanto em 2021 o número passou para 33. Já em 2022 foram 31 acidentes e em 2023 o registro foi de 35 acidentes. Já em 2024, o número subiu para 60.

No registro dos acidentes, 44 ocorreram com turistas estrangeiros e 136 com turistas locais. Das oito mortes, três delas foram em 2023. Em 2020 foram registradas duas e os anos de 2021, 2022 e 2024 registraram uma morte cada.

O parque é conhecido por ser uma área de conservação da natureza e tem registrado aumento no número de visitações após a pandemia. Observando o aumento expressivo no número de acidentes, o governo da Indonésia emitiu em março um parecer para a necessidade imediata da criação de um “Procedimento Operacional Padrão (POP)” para busca, resgate e evacuação no local.

O documento também destaca a necessidade da criação de protocolos para garantir a segurança dos turistas, empresários do setor de turismo e também organizar as equipes de resgate buscando reduzir os riscos aos visitantes.

O parque adotou uma medida para tentar reduzir os riscos de acidentes, implantando placas de alerta em áreas perigosas e também orienta os visitantes nas entradas das trilhas.

O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude e é considerada uma das trilhas mais desafiadoras do país. O percurso pode durar de dois a quatro dias e tem trechos íngremes, instabilidade climática e riscos elevados, principalmente em épocas de neblina.

Vale lembrar que Juliana Marins estava fazendo a trilha acompanhada por um guia, porém o profissional a abandonou antes do acidente ocorrer. À TV Globo, Mariana, irmã de Juliana contou sobre a situação.

"A gente descobriu isso em contato com pessoas que trabalham no parque. Juliana estava nesse grupo com cinco pessoas e o guia, porém ficou muito cansada e pediu para parar um pouco. Eles seguiram em frente e o guia não ficou com ela", afirma e acrescenta que "o guia seguiu com o grupo até o cume que eles iam alcançar, e Juliana ficou sozinha por mais de uma hora".

De acordo com informações do parque, Juliana se desesperou por ter ficado mais de uma sozinha. E o guia, quando retornou, percebeu o que tinha ocorrido.

"Ela não sabia para onde ir, não sabia o que fazer. Quando o guia voltou, porque viu que ela estava demorando muito, ele viu que ela tinha caído lá embaixo", contou a irmã de Juliana.

O resgate da jovem foi sendo adiado com o passar dos dias devido à condições climáticas que impediam as equipes de avançarem.

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