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Trump defende mudança de regime no Irã; Rússia e China denunciam EUA

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Países contrários ao ataque se reuniram no Conselho de Segurança da ONU  |   Bnews - Divulgação ONU
Redação

por Redação

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Publicado em 22/06/2025, às 18h23



O presidente Donald Trump falou abertamente, neste domingo (22), sobre a intenção de conduzir uma mudança de regime em Teerã, um dia depois de bombardear o Irã supostamente para impedir que seu programa nuclear possa desenvolver armas.
"Não é politicamente correto usar o termo "mudança de regime", mas se o atual regime iraniano não é capaz de FAZER O IRÃ GRANDE DE NOVO, por que não haveria uma mudança de regime? MIGA!!!", escreveu Trump nas redes sociais.

A mensagem vai na contramão do que disseram mais cedo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio que afirmaram que o governo americano não buscava a queda do regime de Ali Khamenei, o líder supremo.

A postagem ocorreu no mesmo momento em que, em Nova York, a delegação do Irã discursava no Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu em caráter de emergência neste domingo.

Na reunião, o embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, criticou a "brutal" ofensiva militar americana e insistiu que o programa nuclear era apenas um "pretexto fabricado" para justificar uma violação da soberania do país. As informações são da coluna de Jamil Chade, do portal Uol.

Para o embaixador, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é um "criminoso" e "dragou os EUA para uma nova guerra". "O governo americano sacrificou sua segurança para resgatar Netanyahu", disse o embaixador. "Israel e EUA decidiram destruir a diplomacia e foi usada para criar uma ilusão na comunidade internacional", disse.

O iraniano anunciou que a resposta de Teerã será "proporcional" e a retaliação vai depender da avaliação das Forças Armadas. "Vamos mostrar nossa dignidade e grandeza ao mundo", alertou.

Denúncia e cessar-fogo

Durante o encontro no Conselho de Segurança da ONU. Russos, chineses, argelinos, paquistaneses e outros países usaram o encontro para denunciar os atos americanos e de Israel contra o Irã e propor um cessar-fogo, que será votado na próxima terça-feira. Já o governo dos EUA e de Israel rebatem as críticas e ignoram os pedidos por uma interrupção na ofensiva militar.

Um dos ataques mais duros veio de Vasily Alekseyevich Nebenzya, embaixador da Rússia na ONU. Ele acusou os EUA de agir de forma "irresponsável" ao atacar o Irã e alertou que o governo de Donald Trump está "jogando com a segurança da humanidade". "Pedimos um cessar-fogo por parte de EUA e Israel", disse.

"Os EUA acham que são o maior juiz. Por hegemonia, estão prontos para cometer qualquer crime. Não receberam mandato para agir", acusou o diplomata.

O embaixador apontou que a manobra americana repete as cenas de 2003, quando os EUA insistiram que o Iraque tinha armas químicas para justificar uma invasão. "Já vimos isso antes", disse o diplomata, acusando os americanos de divulgar "contos de fadas".

"A história não ensinou nada aos americanos", afirmou. "Essa é um teatro cínico do absurdo", insistiu.

Durante a reunião, o governo da China também condeno os EUA e indicou que os ataques "violam a carta das ONU, assim como soberania do Irã e ampliam a tensão na região".

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