Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 27/02/2025, às 05h50 Editoria de Política
A Patricinha
Uma parlamentar baiana parece viver numa distopia ou fora da realidade da terra do dendê e acha que pode fazer o que quer com ideias ditas "geniais". A prova disso foi o apavoro que ela tomou durante sua última campanha eleitoral. Ao adentrar uma comunidade da capital baiana sem pedir licença e derramando um caminhão de cerveja para os moradores como chamariz eleitoral, ela foi ameaçada pela liderança do tráfico da região: ou pagava R$ 10 mil para o dono da boca e doava 200 cestas básicas, ou então iria perder as pernas por não ter seguido as regras. A retaliação foi tamanha que um grande apoiador da moça sequer saía de casa com medo. E ela? Segue andando até hoje depois de entender como as coisas funcionam nos becos e vielas da Roma Negra...
Estudou, passou
Quem imaginava um resultado diferente morreu na praia. Ontem, a "Prefs" anunciou quem abocanhou a concessão da Orla de Salvador pelos próximos 30 anos. O valor anual é de R$ 953 mil. A vencedora pertence à holding da mesma empresa contratada para realizar o estudo de viabilidade da concessão e tem em seu currículo a administração da orla do Rio de Janeiro. Por lá, são 309 quiosques e 27 postos de salvamento da orla marítima carioca, além de gerir os banheiros públicos, chuveiros e fraldários. A assinatura do contrato está prevista para acontecer dentro de 15 dias corridos, enquanto a empresa terá 30 dias, após assinar os papéis, para apresentar os planos de implantação definitivos, conforme estabelecido no famigerado edital.
Debaixo do forro 1
Ninguém sabe ao certo quando a Câmara deve retornar ao Paço Municipal. Mas o que todo mundo quer saber é como andavam os laudos do Corpo de Bombeiros e também dos extintores do prédio histórico da capital baiana, que foi acometido por um incêndio nesta semana. A bola agora está com as autoridades.

Debaixo do forro 2
Inclusive, a NSP foi a primeira coluna a alertar sobre as condições precárias do prédio da Câmara, em janeiro deste ano (leia aqui). Por mais que se recupere, o Paço Municipal definitivamente não tem mais condições de abrigar as atividades da Casa.
Pandemia por trás das câmeras
Uma bomba está prestes a explodir por trás das câmeras soteropolitanas. Na boca do Carnaval, é grande a apreensão já pelo pós, visto que muitos profissionais de imprensa estão no limite diante de cobranças exaustivas, assédio moral, ameaças de demissões e exaustão do mundinho fake do mundo televisivo. Engana-se quem pensa que o temor está só nos arredores da Aristides Novis, que volta e meia costuma pregar uma peça em seus colaboradores, até mesmo com grande tempo de casa. O temor ultrapassa as cadeiras das redações e chega até as poltronas ora confortáveis dos diretores, visto que, em maio, já passa a valer a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego, que agora exige que as companhias adotem medidas concretas para identificar e combater riscos envolvendo a saúde mental no ambiente de trabalho. Precisou a bolha explodir, repórteres colocarem a boca no trombone e a ameaça cantar para a preocupação se tornar alvo prioritário. O glamour está acabando.
O silêncio de Roma
Fontes ouvidas pela coluna flagraram o desespero de um líder político em um encontro com João Roma, atual presidente do Partido Liberal (PL). Na ocasião, o cacique prometia a Roma que, se ele saísse candidato em 2026, faria de tudo para prestar apoio, trazendo a força do interior, dizendo que em Feira de Santana não há nome maior que o do pai dele, que já foi governador da Bahia. Roma, que estava acompanhado de mais duas pessoas, preferiu o silêncio e se despediu em seguida.

Elogios à Prefs
O governador Jerônimo Rodrigues surpreendeu a todos ao elogiar a organização das festas de pré-Carnaval pela Prefeitura de Salvador durante discurso na entrega de viaturas para a Polícia Civil na última segunda-feira (24). O afago de Jerônimo acontece mesmo após Bruno Reis ter dito que o governador faz política com o transporte público ao não reajustar a passagem do metrô e ônibus metropolitano e exigir de Jerônimo a redução do ICMS do óleo diesel para ajudar de forma mais concreta o transporte de pneus. Parece que, pelo menos no que diz respeito ao Carnaval, o diálogo está mais aberto entre os gestores.

PM-BA x Axé Music
Quem olha a Bahia apenas pelo que se passa na Câmara Federal pode ter impressão errada do estado e até achar que a PM baiana é contra a Axé Music. Tudo porque os dois únicos parlamentares eleitos pelo estado que usaram as patentes da PM baiana junto ao nome e à foto nas urnas eletrônicas foram contra a criação do Dia Nacional da Axé Music. O projeto, aprovado esta semana na Câmara, recebeu o voto favorável de 33 dos 35 deputados baianos presentes. Só o Capitão Alden (PL) e o Sargento Isidório (Avante) votaram contra o Axé.
Meteu essa?
O vice-líder do PL, Capitão Alden (BA), argumentou ter votado contra o projeto que cria o Dia Nacional da Axé Music porque a Câmara tem assuntos muito mais urgentes e importantes para apreciar e não poderia perder mais de três horas, como perdeu, discutindo um projeto que em nada muda a vida do brasileiro. Seria um argumento válido, não fosse o fato de mais da metade desse tempo ter sido gasto por seu próprio partido, que requereu votação nominal para retirar a matéria de pauta e, em seguida, fez o mesmo na apreciação do texto final.

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