Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 12/06/2025, às 05h40 - Atualizado às 06h00 Editoria de Política
Dança do terror
Um professor de dança de uma academia de luxo em um shopping de Salvador, vem aterrorizando alunas de todas as idades com assédio e piadinhas nojentas. Entre passos de axé e pagode, o cara de pau solta piadinhas e tenta fazer contato corpo a corpo com as alunas. Semana passada, duas alunas saíram chorando da aula e foram se queixar na administração do espaço e foram recebidas pelo gerente que prometeu apurar as denúncias e reportar para os sócios. O pai de uma delas chegou até a se dirigir à academia para confrontar o assediador, mas ele foi rápido e saiu pelo estacionamento antes. A chapa promete esquentar essa semana com mais relatos de importunação do dito cujo, e a delegacia de proteção a mulher deve ser acionada para grampear o 'porretão 'que acha que é doce como mel.
Degustação com Teor Explosivo
A Coluna NSP não revela fontes — mas que fique registrado: os garçons sabem de tudo. Eles ouvem mais confissões que muito padre em véspera de batizado. Entre bandejas e uísques, coletam verdades líquidas e memoráveis tropeços. Um deles, habituado a servir silêncio e elegância, desta vez entregou mais que drinques: um áudio. Conversinha mole entre um casal bem enturmado com os bastidores do poder. O assunto? Uma recepção junina, claro! Só que essa festa vai além da canjica. No cardápio de “degustação”, tem de tudo: quitutes, álcool de vários graus, substâncias pouco legais e, pasmem, "meninas do job" — como dizem com voz baixa e sorriso cínico. O objetivo? Armar o cenário perfeito para um festival de flagras. Depois, é só colher os frutos da chantagem — como quem colhe milho verde no ponto. A Coluna NSP adverte com carinho: cuidado com as festas onde a fogueira parece cenário, mas o fogo mesmo vem da câmera escondida. Tem convidado achando que vai dançar forró, mas pode mesmo é ser enquadrado no samba do crioulo doido.

Fogueiras x Vaidades
No calendário popular, o mês de junho é tempo de sanfona, milho e promessas à beira da fogueira. No imaginário nordestino, é o cheiro de licor e pólvora que anuncia o São João. Mas atenção: este ano, o estouro não será só de bomba junina. Enquanto o povo dança o arrasta-pé, tem gente de paletó suando frio — e não é por causa do calor das fogueiras dos fazendeiros. O clima vai esquentar mesmo é com a lenha lançada pelas chamas da Operação Faroeste, que volta com brasa viva, e pela letal Operação Overclean, que parece ter mais munição que trio de forró no palco principal. Ninguém quer ser o milho que estoura antes da hora. Mas, pelos bastidores do Norte e Nordeste, já tem figurão com medo de virar pamonha no caldeirão da Justiça. E o pior: nem o chapéu de couro vai proteger da fuligem que se aproxima. Preparem-se: o São João deste ano promete mais que quadrilha — promete revelações. Vai ter fogueira acesa, sim… mas de vaidades, carreiras e, quem sabe, de algumas figurinhas políticas de alta plumagem, que por tanto tempo sobrevoaram impunes os arraiais do poder, mas que agora, entre um estalo e outro, devem terminar com os bicos acorrentados e sem espaço pra piar.
A onda verde I
A Prefs está com as barbas de molho. No julgamento da inconstitucionalidade da lei que permitiu a venda das áreas verdes de Salvador, diversos desembargadores já se mostraram convictos em apontar que o dispositivo legal é irregular. A apreensão tomou conta do Executivo municipal com a possibilidade de uma eventual derrubada da permissão. Novas vendas ou leilões podem ser impactados com uma eventual derrota do município no TJ. As cenas dos próximos capítulos vão vir com tudo.

A onda verde II
O movimento começou após movimentações de artistas nas redes sociais e articulação de ativistas ambientais. Seja em gabinetes ou eventos sociais, diversos desembargadores foram bombardeados com cobranças para que a lei seja derrubada, garantindo que as áreas verdes sejam mantidas. Em ano de COP30 e uma repercussão cada vez maior na preocupação no meio ambiente, pegaria mal para o Judiciário permitir mais desmandos ambientais na cidade.
Tirano do Tomé
Um funcionário do 2º escalão de uma secretaria da Prefeitura Municipal de Salvador vem sendo chamado de "Tirano do Tomé". O rapaz trata as meninas da repartição com chicote e xingamentos. O assédio moral já ultrapassou todos os limites legais. As moças prometem levar tudo até o prefeito Bruno Reis — e o rapaz, que é tão valente com a mulherada, vai acabar ficando em maus lençóis e voltando pro seu quintal.
Sem decoro e sem tempo I
Passadas as semanas da invasão na Câmara Municipal de Salvador, parece que o Legislativo quer seguir promovendo cenas de baixo nível. Nas últimas semanas, vereadores promoveram cenas onde o decoro ficou para trás, batendo boca, promovendo xingamentos e também descendo o nível nas acusações contra os próprios colegas. Chama a atenção que, mesmo que fosse registrada uma denúncia contra os pares, seria necessário ter uma Comissão de Ética, algo que a CMS não vê funcionar há muito tempo.

Sem decoro e sem tempo II
No entanto, chama a atenção também a disponibilidade dos vereadores em perder tempo nas redes sociais. Seja em grupos de WhatsApp ou nas próprias páginas do Instagram, tem edil que, ao invés de protocolar projetos ou articular uma alternativa para a greve, prefere ficar batendo boca em ambiente virtual...

CPI da Mordida
O fuzuê ocorrido em 22 de maio segue dando o que falar. Desta vez, a tal mordida no vereador Sidninho virou pauta dentro das sessões na Câmara Municipal de Salvador. O progressista não gostou nem um pouco de ter tido o “ato de canibalismo” - como foi classificado por alguns - posto em xeque por Aladilce Souza. A líder da oposição levantou a possibilidade do edil ter machucado a mão na tribuna de acrílico do centro de cultura durante a confusão, o que não foi bem aceito pelo vereador nada polêmico. E agora, José?

Tô nem aí
Polêmico em seus discursos, um vereador quebrou a cara ao tentar bater-boca com uma vereadora experiente. O homem trouxe à tona um tema bem delicado na esperança de ver uma reação mais raivosa da edil, mas sem sucesso. E ele tentou de tudo, viu? Apelou até pelo lado sentimental para ver se ganhava dela uma troca de farpas para usar o corte em sua rede social, mas sem sucesso (mais uma vez). É… o jeito foi desistir de tentar colocar lenha na fogueira se recolher para o seu isolamento. Não tinha nenhum amigo para avisar? Pelo visto…
Silêncio de centavos
Onde foi parar Cris Correia no meio do bafafá da greve dos professores de Salvador? A vereadora, que adora um holofote, resolveu fazer voto de silêncio justo agora. Até o momento, não deu um pio sobre o assunto. Tá esperando a poeira baixar?

Agenda blindada
As novas viaturas blindadas que abasteceram a Polícia Militar e Polícia Civil da Bahia chegaram há pelo menos um mês na capital baiana e aguardavam somente os trâmites legais para serem liberadas para irem para as ruas. No entanto, chamou a atenção da NSP que os carros só pegaram a pista efetivamente nas vésperas de um evento promovido por políticos da oposição na capital baiana, no qual estavam presentes "especialistas" em Segurança Pública. O evento até que gerou uma cartinha que se propôs a apontar alternativas para o estado. Em tempos de coincidências e até mesmo inteligência artificial, a gente passa a desconfiar de tudo.
Oi, sumida
Ivana Bastos ainda faz parte da Mesa Diretora da ALBA ou largou de vez? Porque ultimamente só se ouve falar dela em Orlando, na Disney… Já no plenário, virou raridade. E quando resolve dar as caras, é só pra encerrar a sessão em tempo recorde. Tá mais fácil achar ela no Magic Kingdom do que na Assembleia.

Harmonização bolsonarista
E o Capitão Alden, que resolveu fazer implante capilar?
Eleição certa
Os petistas dizem que o processo eleitoral da sigla sempre é democrático e representa o desejo da maioria do partido. A questão que fica é que a vontade da maioria sempre coincide com a vontade de um dos caciques; na Bahia, mais especificamente, Jaques Wagner. O senador bancou Éden Valadares e agora banca Tássio Brito que enfrentará Jonas Paulo, ex-presidente estadual. Wagner defende renovação na direção do PT; só muda o discurso quando o tema é a reeleição dele.

Estratégia
Por falar no pleito de 2026, o presidente Lula deixou claro que tão importante quanto reelegê-lo é formar uma chapa de senadores, ou melhor, uma bancada que não permita, nas palavras dele "bagunçar o STF". A atual oposição entende que uma maioria de direita no Senado abrirá portas para o impeachment de ministros da Suprema Corte. Daí porque é dada como certa a candidatura de Rui Costa, cuja presença em lançamentos de obras pela Bahia deve ser ainda mais constante. Os petistas entendem que Rui garantiria uma bancada baiana que não seja "total flex" e lembram que, em 2022, se ACM Neto saísse vencedor na Bahia, teria Angelo Coronel em sua base.

Outro motivo
Outra razão para a insistência de Rui em disputar o Senado em 2026 é a má avaliação do governo Lula e as dificuldades que isso pode trazer também na Bahia. Um revés na Bahia e em Brasília deixaria o ex-governador com data de validade mais curta na Esplanada dos Ministérios, ou seja, 31 de dezembro de 2026.
Pressão por convocação em Camaçari
Apesar do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, dizer em entrevista ao BNews que a Prefeitura da cidade está aberta a negociação com a Comissão de Aprovados do Concurso Público de 2023 para convocação, os aprovados reclamam que a Secad, secretaria que ficou responsável por negociar com a Comissão, nem responde a eles e que não há mesa de negociação aberta. Por enquanto, a Prefeitura convocou apenas para uma única função - a de cuidador infantil. O acordo que vinha sendo costurado desde o inicio da gestão ainda não se cumpriu. Estamos de olho.
Ainda tem pendências em Lauro
A coluna descobriu que a Prefeitura de Lauro de Freitas ainda deve pagamento de salários de servidores que ficaram pendentes após a virada de gestão de Moema Gramacho para Débora Régis. Ex-servidores abriram processo interno desde o mês de fevereiro reivindicando o pagamento e até agora não viram o seu dinheiro na conta.
Xeque-mate supremo
No tango de Xandão, Bolsonaro até pensou que iria bailar e se apoiar num discurso político voltado para a própria claque. No entanto, o ex-presidente não contava com uma jogada de mestre de Alexandre de Moraes, que fez com que Bolsonaro afirmasse que articulou para decretar estado de sítio no país depois de perder a eleição. "O senhor está dizendo que a cogitação, a conversa, o início desta questão de estado de sítio, estado de defesa, teria sido em virtude da impossibilidade de recurso eleitoral? É isso?”, questionou Moraes. O presidente confessou: “sim, senhor”.

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