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Na Sombra do Poder: Don CorNeone

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Os bastidores da política baiana  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Editoria de Política

por Editoria de Política

redacao@bnews.com.br

Publicado em 07/08/2025, às 05h50 - Atualizado às 06h07



Don CorNeone
Um parlamentar baiano tem andado sumido do cenário político local. A Sombra foi atrás investigar o motivo e, para surpresa de todos, achamos dois. O 1º seria uma forte ligação com a famigerada operação Overclean. Fontes da coluna afirmam que ele mantinha laços fortíssimos com a turminha envolvida no bololô; e o 2º motivo, mais forte ainda, tem nome e sobrenome, e mora no Horto Florestal. Sua atual esposa estaria o deixando por um rapaz um pouco mais novo e frequentador da mesma academia que a família costuma se exercitar. O fato é que ele confessou a alguns amigos próximos que não está aguentando a dor de CORNO e, por isso, resolveu passar uns dias no interior, espairecendo.

Sobre médicos, bolsas e plantões
Na Salvador dos rooftops e carrões, dois jovens médicos recém-formados roubam a cena. Ele, um mauricinho de cabelo impecável; ela, uma patricinha que faz o Instagram babar. Plantões? “Coisa de emergente”, dizem. Residência? Fora de cogitação. O bisturi espera, mas a bolsa Channel e a Porsche são emergência nível UTI. No camarote soteropolitano, entre champanhe e indiretas, a dupla receita ostentação express. Mas o burburinho nos consultórios chiques pergunta: as mensalidades milionárias das faculdades filtraram só o brilho, não o ofício? Entre selfies e stories no beach club, o diploma parece só um passaporte para o leilão de status.

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Operação Lava Carro
Uma nova operação está sendo cogitada em Salvador. A galera já comenta que o nome sugestivo dela vai ser “Lava Carro”, uma alusão à megaoperação Lava Jato de anos atrás. Desta vez, os envolvidos são uns filhinhos de papai e herdeiros, que vêm sacudindo a roseira com carrões de luxo mega potentes e caríssimos, comprando com notas fiscais robustas e vendendo meses depois no eixo Rio-São Paulo, por metade dos valores. Autoridades já estão acompanhando a meninada nessa nova aventura perigosa. Vai ter pai vendendo “lenços” pra enxugar lágrimas.

Italiano Tlinta e Tleis
Na capital baiana, onde o axé disputa espaço com o sussurro das intrigas, um cidadão de nacionalidade “italiana” tem ostentado o charme de Milão e um passaporte com numeração suspeita: 171. O tal Italiano Tlinta e Tleis, como já o chamam nos bastidores, desembarcou em Salvador alardeando que domina um grupo paulista com paladar para investimentos graúdos: criptomoedas que brilham como ouro virtual e terrenos tão enrolados que fariam um cartório baiano pedir socorro. Entre coquetéis com mangangões da política, apertos de mão no executivo e papos sussurrados com figurões do Judiciário, ele circula como quem joga xadrez com os olhos vendados. Alguns desavisados já abriram a carteira, seduzidos pelo sotaque forçado e pela promessa de lucros que fariam o Bitcoin cair do céu. Mas a NSP, com seus informantes sigilosos, já solta o aviso: a casa do Italiano está na corda bamba, e o tombo promete ecoar mais que um trio elétrico no Carnaval.

A Vaqueira Piriguete
Cabelos longos, calça torada e salto sempre alto, a morena que fecha a área gourmet de um shopping “brown” de Salvador carrega consigo a fama de uma moça de sucesso no interior onde nasceu e tem “posses”. A vaqueira, como é carinhosamente chamada pela turma, não passa de uma estelionatária sentimental, que coleciona uns três noivados e um casamento relâmpago. Onde a moça passou, arrastou milhão pra cima e, espertamente orientada por seu irmão “gatuno”, passou a investir em cavalos e nelore na sua região. A moçada do meio agro garante que ela nem subir no cavalo sabe. Agora, laçar homem rico otário, é ligeira.

Foto: Ilustração / Criada Por IA

O Filho do Tomé
Um rapaz pra lá de ligeiro tem roubado a cena no cenário político e empresarial. O menino tem tanta desenvoltura com a turma do prefeito Bruno Reis e alguns secretários, que vem sendo chamado de Filho do Tomé. Licitação de mão de obra a grandes projetos na cidade, tudo ele tem uma “saidinha” e vive rifando por aí nas coberturas da cidade. Recentemente se safou de uma operação policial grande e precisou ficar uns dias fora do radar, mas bastou a poeira baixar que já foi visto tomando seu cafezinho no Pepe do Horto, sempre acompanhado de algum secretário municipal ou político da capital. A pergunta que não quer calar: quem será o “pai” do menino?

O vereador atakadista
Na última semana, chamou a atenção da NSP o vereador que, na primeira oportunidade de falar e ser lembrado por alguma coisa no semestre, preferiu usar os microfones na Câmara para celebrar a inauguração de um supermercado. Sem ter o que falar do mandato, restou mesmo celebrar os feitos da iniciativa privada da capital baiana.

Hora de dar tchau? 
A situação de Hamilton Assis na Câmara Municipal de Salvador não está nada bem. O vereador que foi denunciado no Conselho de Ética da Casa devido a invasão ao Centro de Cultura em 22 de maio, tem adotado um tom de “diálogo” com os demais edis. O psolista tem defendido que não estava no local no momento em que tudo ocorreu, masssss aliados do prefeito Bruno Reis parecem já estar com todos os argumentos na ponta da língua para cassar o mandato de Hamilton. Será que a pequena oposição ficará ainda mais encolhida? 

Revisão do PDDU tão, tão, tão distante 
A Câmara Municipal retomou os trabalhos legislativos nesta semana e tem como principal pauta o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador (PDDU). O anúncio da escolha da Fundação Getulio Vargas (FGV), que resultou em polêmicas, sinalizou que os "nós" sobre o tema, finalmente, seriam desatados… Aparentemente, a história não é bem assim. Nos bastidores, Bruno Reis tem sinalizado estar tranquilo com relação ao plano diretor mesmo com a pressão da oposição. O motivo? O prefeito tem se agarrado no fator “pandemia” para justificar o atraso no envio do projeto. 

Sente a paz desse lugar 
Que a Câmara Municipal de Salvador é um ambiente propício para bate-bocas isso todo mundo já sabe. Os trabalhos legislativos mal voltaram e já rolou o maior bafafá. Já rolaram graves acusações, deboche de um lado para falar sobre a atuação de uns e outros e até vereador pedindo para o coleguinha dar aquela estudada antes de falar sobre alguma coisa. Xi… Esse segundo semestre promete! 

Trabalho que é bom, nada! 
Tem gente achando que férias são eternas e optou por não dar o ar da graça no plenário na primeira semana do retorno das atividades legislativas na Câmara Municipal de Salvador. Já não é segredo que muitos (sim, muitos) marcam apenas presença e ganham o caminho da rua em meio a difícil e dura escala de trabalho 3x4. Oh se os eleitores soubessem…

O federal de Bolsonaro
A briga para ser o principal elo bolsonarista na Bahia em 2026 está acirradíssima. Os principais expoentes já começaram a tentar capitalizar e até mesmo o tamanho das manifestações virou um assunto para se gabar nos grupos do "Mito" entre os parlamentares. A viagem de um deles aos EUA e as diversas fotos ao lado de Eduardo Bolsonaro escancararam que um deles já está com larga vantagem. Enquanto os outros reclamam da falta de paridade de armas, ainda não se sabe quem vai carregar a bandeira de Bolsonaro na Bahia.

Ex-aliados?
Os deputados bolsonaristas Leandro de Jesus e Capitão Alden passaram, ultimamente, a tecer críticas diretas a ACM Neto e ao seu pupilo Bruno Reis, ambos do União Brasil. Enquanto Leandro cobrou um posicionamento do ex-prefeito de Salvador a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e condicionou isso para que Neto tenha o seu apoio na candidatura para governador da Bahia, Alden bateu de frente com Bruno. Praticamente, o acusou de desgoverno na gestão da Guarda Municipal e cobrou ações concretas para o enfrentamento da violência em Salvador.

Deixou o ‘tanto faz’?
E não é que após cinco anos à frente da prefeitura de Salvador, o capoeirista do Calabar parece estar dando uma rasteira em seu padrinho político e está deixando de lado o “tanto faz” de lado? Em agenda recente, o chefe do Executivo soteropolitano tratou de criticar a prisão domiciliar do ex-presidente. “Medidas como essa só fazem estimular ainda mais a escalada desse extremismo, da instabilidade de quem vive no país”, disse. Será que o capoeirista se aproximará da extrema-direita? E Lord Farquaad? Seguirá o mesmo caminho do pupilo?

Bolsonarismo em declínio? 
Não dá para negar que Jair Bolsonaro e seus aliados tiveram uma ascensão meteórica.  Em meio a Lava Jato, o ex-presidente e seu entorno aproveitaram um vácuo de lideranças com capacidade de mobilização popular e, em de 10 anos, ganharam força e se colocaram como força política. No entanto, desde que perderam as eleições presidenciais de 2022, é comum ver bolsonaristas com problemas (sérios) com a polícia, especialmente no último mês. Bolsonaro foi alvo da PF no dia 18 e teve a prisão domiciliar decretada na última segunda (4). Carla Zambelli presa no dia 29. Marcos Do Val com tornozeleira eletrônica. Eduardo Bolsonaro nos EUA tentando fugir da justiça. Terá o bolsonarismo o mesmo fim do PSDB, que tenta se apoiar em outra sigla para não sumir de vez?

Sessão fantasma
Foi realmente assombroso o desfecho, pelo menos aparente, do motim oposicionista na Câmara dos deputados. Depois de ocupar por dois dias o plenário e impedir o retorno dos trabalhos do Legislativo, os deputados bolsonaristas atenderam ao acordo costurado pelos líderes partidários e desocuparam os assentos da Mesa Diretora para que a sessão pudesse ocorrer. Porém, não foi bem o que aconteceu. Ciente do tensionamento provocado pelos amotinados, o presidente Hugo Motta, sentou na cadeira da Presidência e fez apenas um pronunciamento para, em seguida encerrar precocemente a sessão sem que nenhum dos cinco projetos pautados na Ordem do Dia fosse apreciado. Um deputado governista, ao ver o desfecho da tão esperada abertura dos trabalhos do Legislativo no segundo semestre, arrematou: Foi uma sessão fantasma.

E agora, Hugo
Deputados governistas se perguntam se o acordo costurado para a retomada dos trabalhos será mesmo mantido pela oposição. A preocupação faz sentido, depois que Hugo Motta, em seu breve discurso na mais breve ainda sessão da quarta à noite da Câmara, deixou claro que "projetos pessoais não estão à frente do povo". Para muitos parlamentares, inclusive oposicionistas, o recado foi claro: nada de anistia e prioridade aos projetos de interesse popular, como a isenção de IR para quem recebe pouco mais de dois salários mínimos e a isenção de pagamento da conta de energia para as famílias em risco social e econômico. A pergunta que fica é: se o motim for retomado, qual será a reação de Hugo Motta? A ver.

Centrão incomodado
Como tudo na Câmara Federal, o jogo nunca é franco nem aberto, e as entrelinhas definem o resultado, saber lê-las é uma qualidade de poucos. Um assessor graduado, com acesso irrestrito às mesas, plenários e os mais cobiçados gabinetes, garante que o Centrão anda tenso com a possibilidade da obstrução bolsonarista seguir adiante. “Como a maioria trabalha com bases eleitorais que orbitam em municípios e regiões e não no mundo digital, interromper o retorno dos trabalhos depois de um mês de recesso atrasa ainda mais o atendimento aos pleitos de seus redutos e atrapalham negócios”, esclareceu.

Silêncio ensurdecedor
Inclusive, estamos sentindo falta de posicionamentos firmes dos deputados baianos. Não dá para ficar em cima do muro quando a democracia está em risco. Cadê os pronunciamentos dos "valentões" Elmar Nascimento, Paulo Azi, João Leão e cia?

Centrão incomodado
Como tudo na Câmara Federal, o jogo nunca é franco nem aberto, e as entrelinhas definem o resultado, saber lê-las é uma qualidade de poucos. Um assessor graduado, com acesso irrestrito às mesas, plenários e os mais cobiçados gabinetes, garante que o Centrão anda tenso com a possibilidade da obstrução bolsonarista seguir adiante. “Como a maioria trabalha com bases eleitorais que orbitam em municípios e regiões e não no mundo digital, interromper o retorno dos trabalhos depois de um mês de recesso atrasa ainda mais o atendimento aos pleitos de seus redutos e atrapalham negócios”, esclareceu.

Procura-se o presidente
A manifestação bolsonarista no último domingo (3), no Farol da Barra, não foi um fiasco como nas semanas anteriores, mas ficou longe de ser um sucesso absoluto. Desta vez, quase todos os principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro marcaram presença. As exceções foram o presidente do PL, João Roma e a deputada federal e sua esposa, Roberta Roma. As ausências renderam fofoca e serviu para fritar ainda mais a imagem do casal dentro do partido. 

Me tire fora dessa
Começou a circular nos bastidores uma lista com nomes que podem ocupar a vice de ACM Neto (União Brasil) nas eleições ao governo da Bahia em 2026. Chamou atenção que o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), não está entre os cotados. Depois de ter sido passado para trás em 2018 e 2022, parece que o veterano se cansou do descaso e pouca consideração do ex-prefeito de Salvador.

Classificação Indicativa: Livre

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