Colunas / Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: lasquinê preso

Imagem Na Sombra do Poder: lasquinê preso

O que movimentou os bastidores da política baiana esta semana

Publicado em 31/03/2022, às 06h00 - Atualizado às 06h15        Redação

Lasquinê preso 
No jogo do tabuleiro da política da Bahia, se ACM Neto fez um movimento a lá xeque mate com a saída de Leão na base de Rui, no reino do Dendê, o próprio Rui com Geraldo Júnior bateu na mesa e gritaram um lasquinê preso. É uma jogada de dominó onde o jogador bate nas duas pontas, senta a mão na mesa e as pedras se espalham. Embaralhou tudo. A conferir.
O Cardeal 
O professor Edvaldo Brito foi um dos maestros da recondução de Geraldo Júnior a presidência da Câmara de Salvador. Para tanto, na CMS e fora dela ganhou o apelido de O Cardeal. Tanto que o próprio GJ fez referência ao professor no seu discurso/desabafo apontando a lisura do ato ao classificar que, jurista renomado que é, ex-prefeito de Salvador, não se submeteria em presidir a sessão eleitoral caso não esteve nos conformes jurídicos. O conclave foi certeiro. 
Procura-se chuva
Até agora ninguém sabe, ninguém viu onde estão “as fortes chuvas” que fizeram a prefeitura cancelar a agenda de entrega da nova orla de Stella Maris. A tempestade da última terça ficou concentrada no Paço Municipal com a reeleição relâmpago de Geraldo Júnior como presidente da CMS. Mas o aguaceiro mesmo veio nessa quarta com o anúncio de Geraldo na vice de Jerônimo.
O inferno de cada dia I
Sabe aquela máxima: o mundo não gira, ele capota? É o que se vê semana após semana na antecipada corrida eleitoral na Bahia. Duas semanas atrás, o prefeito Bruno Reis brincava que Rui Costa estava vivendo um “inferno astral” em ver o PP desembarcar de mala e cuia no grupo de ACM Neto. 
O inferno de cada dia II
Agora, Bruno experimenta o mesmo dissabor em ver Geraldo Júnior no palanque do PT alçado ao posto de vice de Jerônimo, com as bênçãos de Lula. Uma fonte importante do Palácio Thomé de Souza confidenciou à NSP que o clima no Thomé de Souza foi o pior possível.
Presente de grego
Um detalhe que não pode passar em branco é que tudo aconteceu no dia do aniversário de Salvador. Bruno Reis abriu o dia cantante e sorridente, mas fechou o dia com cara de poucos amigos. Essa cantoria foi antes do terremoto da tarde na CMS.
Alô Tinoco
Coube ao editor do BNews, Victor Pinto, informar ao vereador Claudio Tinoco (UB) sobre a eleição da presidência da Câmara de Salvador marcada no dia 29 de março no Plenário Cosme da Farias. Ao telefonar ao edil para pegar informação sobre o processo, ele estava visivelmente surpreso com a publicação no Diário do Legislativo da manobra feita por Geraldo Júnior. Foi o próprio Tinoco que assumiu a função de cão de guarda de ACM Neto e protestou na sessão sobre a votação. Uma das abstenções foi dele, assim como de Duda Sanches. 
Lição de casa
Por falar em manobra, o que Geraldo Júnior fez foi de dar inveja a qualquer operador de uma tal Operação Tabajara uns meses atrás…
De bandeja 
Pesado que só, Geraldo deu sobrevida a Carlos Muniz. Se ganhar a majoritária e virar vice-governador entrega de bandeja a presidência no próximo biênio para o seu hoje vice-presidente da CMS. Já queria tê-lo como sucessor, entubou o assunto nos 473 anos de Salvador. Presente de grego.
Entubada
A pergunta que não quer calar: falta a Bruno Reis um Bruno Reis na sua gestão? A falta de habilidade política na situação na Câmara de Salvador foi o assunto nos dos sequentes. E outra: Paulo Magalhães continua como líder do governo depois desse atropelo?
Para os anais da casa

As lentes da equipe do BNews registraram outro momento histórico desse sobe e desce da política baiana. Foi no evento das Docas, na manhã do dia 29, que registramos o momento em que Geraldo Júnior comunicava a ACM Neto o seu rompimento. 
Dupla entubada 

Há quem diga que Neto liberou a articulação. Evidente. Como se diz no popular: Inês já estava morta. Se inventa um bate chapa na hora, na dividida e no voto secreto, Geraldo iria se reeleger e daria uma dupla entubada: venceria e derrotaria o candidato da gestão. Fizeram dos males, o menor.
Popular

O vice-governador João Leão sempre encontra formas simples e diretas pra falar coisas que gastariam vocabulário demais se fossem colocadas formalmente. Um exemplo é o trecho do discurso dele na agenda com Bruno Reis e ACM Neto no aniversário de Salvador. “Neto é o cão chupando manga”. Em determinadas regiões é uma critica. Em outras um elogio.
Proporções

“O que não tem de tamanho, tem de carisma”. A aspa da presidente do Podemos, Renata Abreu, para ACM Neto arrancou risos de que acompanhou o ato oficial de apoio do partido à pré-candidatura de Neto na Bahia. O próprio Neto caiu na graça.
Só delas?

só delas?
A mulherada da Assembleia Legislativa ficou na bronca com a Defensoria Pública da Bahia, única entidade que não enviou representante feminina para a audiência pública eleições e empoderamento das mulheres. O defensor público geral, Rafson Ximenes, foi o ponto fora da curva na mesa de trabalho. Mas houve quem contasse a argumentação, que foi considerada xiita demais para tempos modernos.
Terceirização
O velho e bom Rui Costa terceirizador de problemas agora resolveu culpar o nacional pelo racha do PP na sua base governista. Será que os sinais, fortes sinais não foram dados ao longo do tempo? 
Sorridente 1
E por falar em Rui, nesta última semana o governador estava de muito bom humor. Sorridente e saltitante, o contra golpe em ACM Neto o deixou nos céus. Para muitos foi a injeção de ânimos que faltava para a base abraçar a campanha do seu pupilo, Jerônimo. Se conseguir a proeza da sua eleição, o crédito será o ainda inquilino do Palácio de Ondina. 
Espólio 
espólio
Ainda falando em Rui, o ex-secretário da Saúde, Fábio Vilas Boas, pré-candidato a deputado federal, em entrevista a Piatã FM confirmou que foi imbuído pelo governo de fazer a ponte de retorno do MDB a base. Ficou oito meses fazendo as tranças. Inclusive, no mesmo bate-papo confirmou que se considera um dos herdeiros do legado politico de Rui Costa, principalmente para defender os feitos dos oito anos da saúde. A análise é correta, resta saber se o dono do espólio da herança, de fato, entrará de cabeça ao ponto de assegurar mandato a seu herdeiro, coisa que Jaques Wagner (PT) fez muito bem quando estava na cadeira. 
Sorridente 2
Outro sorridente foi o senador Jaques Wagner (PT). No evento do lançamento do MDB na chapa, na minúscula sala no 29 andar do Mundo Plaza, saia perguntando a todos: “E aí, gostou? Foi bom?”. 
O MDB não vai todo
Já era pedra cantada na sede do MDB, na tarde da quarta-feira, que os principais prefeitos do partido, como Rodrigo Hage de Itapetinga e Colbert Martins de Feira de Santana, não acompanhariam a decisão do partido. Não tem novidade nenhuma nessa história. Os dois estão mais do que fechados, estão lacrados com ACM Neto (UB). Em compensação, receberá nomes da base, principalmente para candidaturas, a exemplo de Ricardo Maia de Pombal e Rogerio Andrade de SAJ. E outros nomes ainda devem aparecer até o fim de semana. Lúcio agora tá podendo escolher quem entra. Para quem sai, de acordo com alguns assessores, é um sonoro “boa sorte”.
Mocinho

O mocinho Paulo Câmara (PSDB) para se apresentar moderno pra moçada adere um meme da internet. 
Só no sapatinho
só no sapatinho
Chamou atenção o sapato estiloso do secretário Josias que volta a ser deputado para concorrer a reeleição. Ele carrega a Bahia até os pés. 
Siga o BNews no Google Notícias e receba as principais notícias do dia em primeira mão!

Classificação Indicativa: Livre