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Na Sombra do Poder: O Papa-Anjo

Ilustração / IA
Os bastidores da política baiana  |   Bnews - Divulgação Ilustração / IA

Publicado em 17/04/2025, às 05h50 - Atualizado às 05h55   Editoria de Política



O Papa-anjo
Um conhecido empresário baiano chamou a atenção de quem passava por um shopping na capital baiana. Na última quarta, enquanto um e outro paravam numa área gourmet para petiscar alguma coisa enquanto passava o jogo da Champions League na televisão, o moço passou de mãos dadas com uma jovem esbelta, visivelmente mais nova, causando entreolhares entre os clientes. À boca miúda, corre a fofoca de que ele costuma passar pelo local justamente para ser visto com as novinhas, lhe rendendo o carinhoso apelido de "Papa-anjo". Segura!

Operação “Ofusca Constelação”
Nos bastidores do showbusiness baiano, uma constelação começou a perder o brilho. Um veterano empresário do entretenimento, conhecido por “fazer acontecer” em prefeituras interioranas e em eventos oficiais, entrou no radar de uma operação conjunta de órgãos de controle que promete botar luz — ou melhor, holofote — no que parece ser um velho esquema com roteiro repetido. Com diversos CNPJs no figurino, o empresário consegue contratos milionários com entes públicos, vendendo o pacote completo: palco, som, luz e artistas. O detalhe é que, enquanto o cachê da empresa é astronômico, os músicos contratados por ela recebem cachês simbólicos (isso quando recebem). Dizem que a “produção” tem verba de gala, mas trata os artistas como figurantes descartáveis. E agora, o que era espetáculo virou investigação. O nome da operação? Nos bastidores, já chamam de Ofusca Constelação — porque enquanto um brilha demais, os outros mal têm luz para voltar pra casa.

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Token em série
Nos corredores do Judiciário baiano, um jovem advogado vem chamando atenção — e não é pelos memoriais bem escritos. Dono de um sorriso afiado e lábia que faria inveja a qualquer diplomata do Quai d'Orsay, o rapaz tem uma fixação peculiar: tokens. Mas não os digitais ou criptográficos — e sim os que pendem graciosamente do pescoço de certas juízas jovens e impressionáveis. Conhecido por prometer Paris e entregar, no mínimo, uma nécessaire da Galeries Lafayette, o advogado coleciona conquistas inusitadas. Dizem que seu charme é irresistível, mas sua fidelidade, inexistente. Quando se pensa que ele já se conectou a um sistema, lá está ele solicitando outro acesso, outra senha, outro... token. Só que o sistema, uma hora, detecta o uso indevido. Não são poucas as magistradas que, após descobrirem as múltiplas conexões paralelas do rapaz, pedem os tokens de volta — e sem direito a recurso. Algumas deletam o contato com uma decisão monocrática. Outras preferem protocolar o troco com ironia: bloqueio, silêncio e um novo boy, mais confiável e sem vício em senhas alheias.

Foto: Ilustração / IA

Barbie Jus
Nos bastidores da Justiça baiana, tem quem diga que algumas salas de audiência parecem passarelas da Paris Fashion Week — só que com sustentação oral no lugar de desfile. Em tempos de redes sociais como extensão da alma, um pequeno (mas barulhento) grupo de juízas e advogadas vem protagonizando uma silenciosa batalha estética por curtidas, olhares e, claro, autoridade. A disputa é feroz: maquiagem profissional às 8h da manhã, bolsas grifadas com valor equivalente a um carro popular, saltos que desafiam a gravidade e joias discretamente chamativas. Cada ida ao fórum rende um story com enquadramento milimetricamente calculado, legenda inspiradora e — claro — filtro soft glam. Entre as Barbies da toga e as influencers do Código de Processo Civil, o comentário nos corredores é que, em alguns casos, a audiência virou apenas pano de fundo para o close. Enquanto isso, a pauta segue cheia — de processos e de vaidades. Justiça é cega, mas o espelho do banheiro da sala vip, definitivamente, não é.

Foto: Ilustração / IA

Rei do Big Brother
Tem ex-integrante do alto escalão da capital baiana que anda se dando bem longe dos holofotes — mas bem perto das câmeras. O moço, que já foi figura de confiança no andar de cima da prefeitura, agora reina em outro tipo de monitoramento: o das ruas. Fontes da Sombra revelam que ele abocanhou, com velocidade digna de reality show, uma fatia generosa de um contrato milionário para sistemas de vigilância no estado. O projeto inclui câmeras inteligentes, centros de controle e tudo mais. Enquanto uns brigam por visibilidade, ele preferiu garantir um lugar confortável nos bastidores... observando tudo de camarote.

O Suplemento Judicial da Nutricionista
A novela do beach tennis segue rendendo mais que embargos de declaração na semana de plantão. Após o juiz do alto escalão abandonar o lar e a estabilidade doméstica por uma musa da nutrição funcional e das redes sociais, o clima azedou — e não foi só na geladeira da casa antiga. Fontes próximas garantem que a ex-esposa — ferida, elegante e estrategista — não está para brincadeira. Já contratou um time de advogados de fora das redondezas para não se envolver no clima de Faroeste e prometeu “seguir o jogo nas quatro linhas do processo”. E no bairro Florestal, onde até as árvores já comentam o escândalo, o comentário é que as antigas movimentações financeiras do magistrado serão acompanhadas mais de perto que decisão em plantão judicial. Vem uma petição pesada por aí. E se o juiz gosta de disputar finais, essa promete ser com torcida dividida.

Patinete do amor
A NSP ficou sabendo que a Jet, empresa dos famigerados patinetes azuis, não pagou 1 real sequer aos cofres municipais. O contrato inicial era de 90 dias e acabou de ser renovado por mais 90 dias. Enquanto isso, a Secretaria de Giovanna Victer está com a lupa em cima da turma, pois não pingou nada ainda na SEFAZ da capital baiana. O padrinho das azulzinhas com certeza tem muita força no município. Estamos apurando... quem será o Menudo?

Prevaleceu
Confiante no próprio taco, Bruno Reis confiou até o último minuto que o leilão do Morro Ipiranga fosse acontecer. A judicialização, revelada com exclusividade pelo BNews, foi rebatida pela gestão municipal logo no raiar da semana, horas antes do certame ir ao ar. O processo caiu como uma bomba no escritório da procuradoria-geral do município, que passou o final de semana matutando uma tese que fosse colar com a Justiça Federal. O mantra municipal foi o seguinte: intriga da oposição, fake news e dinheiro pra cidade. As três desculpas não colaram e o leilão foi suspenso.

Um pedaço de grama e três coqueiros
Caiu como uma bomba a declaração do prefeito sobre o terreno no Morro Ipiranga. O lugar é habitat de espécies da fauna e da flora associadas à Mata Atlântica e é uma das últimas áreas verdes da Barra. No entanto, o gestor apontou que o espaço só tem "um pedaço de grama e três coqueiros", no máximo. Nem a situação curtiu. Reservadamente, um integrante do primeiro escalão da Prefs comentou: "Ninguém gostou". Vixe!

Silêncio verde
Por falar em Câmara, alguém sabe o que houve com o wi-fi do vereador André Fraga? Algum erro pra subir um vídeo na pauta do leilão da área verde do Morro Ipiranga? Pressionado, o edil se limitou a dizer que votou contra, mas parece que a resposta não convenceu o eleitor.

Tolerância zero
Bruno Reis tem ficado sempre muito nervoso quando questionado pela imprensa sobre a atualização do PDDU. Pela lei orgânica do município, o Plano já deveria ter sido enviado para a Câmara Municipal de Salvador, considerando que o período de oito anos da última atualização venceu em 2024. Bruno declarou que "não tem obrigação" de já ter enviado o texto para a Casa Legislativa, tendo como base, segundo ele, o Estatuto da Cidade, que prevê atualização em até 10 anos. Mas disse que uma empresa de consultoria já foi contratada para a tarefa. Resta saber até quando a atualização do PDDU será postergada pelo prefeito.

Cidade da Bahia?
Um vereador da capital fez um comentário jocoso sobre a estratégia de abrigar na Prefeitura de Salvador aliados políticos do ex-prefeito da capital, ACM Neto. "Estão pensando que Salvador é Cidade da Bahia, como se chamava antes? Era comum quem saía do interior e vinha para cá dizer 'estou indo para a Bahia'", disse o edil. Brunista, ele entende que os esforços para abrigar aliados do ex-prefeito têm limites não somente orçamentários, mas territoriais. "Salvador não é a Bahia", comentou.

Feriadão eterno
A frase “essa festa virou um enterro” nunca foi tão real na Câmara de Salvador. A baixa produtividade dos vereadores já era conhecida de outras legislaturas, mas agora, com o incêndio no prédio principal e o clima de feriadão de abril, ninguém mais quer bater ponto. Sem sessões relevantes nas últimas semanas, o púlpito do Legislativo municipal ficou órfão de embates importantes, como o aumento da violência em Salvador, a Operação Overclean e o leilão frustrado da prefeitura. Alguns edis nem fizeram falta, já que raramente aparecem por lá mesmo. Resta saber se os representantes do povo vão enjoar de tanto descanso e finalmente resolver “pegar no batente”. A NSP está de olho.

Quase recesso
Os vereadores de Salvador, não satisfeitos com o feriadão de quatro dias emendado entre a Sexta-Feira Santa e Tiradentes, decidiram se dar mais dias de folga. Nenhuma sessão foi realizada nesta semana por conta da falta de quórum. Na segunda e na terça, os trabalhos chegaram a ser abertos, mas as sessões foram encerradas logo após o pedido de contagem dos presentes. Na quarta, a ordem do dia sequer foi publicada no site da Câmara Municipal.

MUMUnjaro
O presidente da CMS anda exibindo um belo shape na cidade. O segredo da boa forma foi descoberto pela NSP no fim de semana. Exibindo um short floral e uma camiseta Hugo Boss tipo slim fit, o edil desfilava saúde, o que chamou a atenção da turma da Sombra, que logo correu pra averiguar o motivo da silhueta do Cacique tucano. A turma foi na moska: a canetinha do sucesso, conhecida mundialmente como Mounjaro, foi a grande responsável pelo feito. A medicação veio dos “States” e hoje já é melhor amiga do presida. A galera que não perde a piada tratou de lançar-lhe a mais nova alcunha: MUMUnjaro neles!

Quem não chora, não mama
E finalmente veio aí! Leo Kret conseguiu um cargo na Prefeitura de Salvador (e não foi qualquer um). A ex-vereadora da capital baiana foi nomeada como diretora-geral da Semur. Fazendo questão de aparecer em toda e qualquer inauguração ao lado de Bruno Reis, até mais do que os próprios vereadores, a ex-dançarina pode finalmente descansar. Ufa! Objetivo concluído com sucesso. Será que ainda a veremos com frequência?


Overclean suja geral
Cresce em Brasília a apreensão por um possível acordo de delação premiada por parte de investigados pela Operação Overclean, principalmente depois que o ministro Kássio Nunes Marques, do STF, autorizou esta semana a PF a acessar informações do Coaf sobre duas autoridades com foro privilegiado. O temor em Brasília é que, com o aprofundamento das investigações, a Overclean tenha efeito devastador no mundo político pelo possível envolvimento de nomes de diversas correntes até 2026.

O xadrez da Overclean
Alvo de busca e apreensão na terceira fase da investigação da PF, o empresário Samuca Silva Franco é sócio do prefeito Bruno Reis (União Brasil) na SPE Vento Sul Empreendimentos Imobiliários. Samuca, que atua no ramo imobiliário, é investigado por supostamente ter recebido mais de R$ 500 mil de empresas de fachada, em um esquema que pode ter desviado R$ 1,4 bilhão em recursos públicos. Bruno entrou na sociedade em 2022, por meio da empresa BB Investimentos — que tem ele e os filhos como sócios —, adquirindo 10% da SPE por R$ 60 mil. O caso, que corre sob sigilo no STF, adiciona uma nova peça no tabuleiro da turbulenta política baiana. Por meio de sua equipe, Bruno disse que o SPE Vento Sul não tem vínculo com o setor público e com a investigação sobre corrupção.

Sinais
Pela primeira vez, Jaques Wagner admitiu que pode ser ele o rifado da chapa nas eleições de 2026. Em entrevista ao Valor Econômico, o petista disse que ele ou Ângelo Coronel podem ser “deslocados” da reeleição. Incontestável mesmo é o lugar do ministro da Casa Civil Rui Costa em uma das duas vagas ao Senado.

Sentando a ripa
O governador Jerônimo Rodrigues não aliviou nas palavras para criticar seu rival nas eleições de 2022 ao Governo do Estado. Em discurso para estudantes de escolas públicas nesta semana, o petista foi para cima de ACM Neto ao defender os feitos de sua gestão na educação. “Esse pessoal criado em playground não sabe o que é escola pública. Só sabe criticar”, desabafou.

Abre o olho, Jero
A crise gerada pela morte da universitária no bairro da Engomadeira no último domingo acendeu o sinal vermelho no gabinete do governador Jerônimo. Fontes de dentro revelam que uma reunião de última hora foi convocada para avaliar os números da segurança pública e os impactos na popularidade do governo. A situação está cada vez mais delicada, e a segurança pública tem sido um dos principais fatores a puxar as avaliações do governador para baixo. Nos bastidores, já se fala em um plano B — e um novo projeto de segurança pode ser montado.

Foto: Deivid Santana / BNews

De volta
Quem voltou a Brasília após três semanas na Espanha foi o deputado Jorge Solla (PT). Enquanto aproveitava a terra de seus antepassados, Solla participava remotamente das votações da Câmara, mas sua ausência foi sentida nas comissões, cujas sessões exigem presenças marcadas em plenário. Uma delas foi a que aprovou o relatório pela cassação de Glauber Braga (PSol-RJ), no Conselho de Ética, colegiado que tem Solla como membro titular. É bem verdade que o voto dele não mudaria o destino do deputado do Rio de Janeiro, que teve o relatório pela cassação aprovado por 13 votos a cinco.

Urgência não é mérito
Perguntado sobre sua assinatura no requerimento de urgência para a tramitação do PL da anistia aos golpistas, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) foi lacônico: “Assinei por pedido do presidente Ciro Nogueira (PP-PI). Nada mais a declarar.” Mas questionado se ser signatário do requerimento não atrapalharia sua aproximação com o governo petista de Jerônimo Rodrigues, Cajado declarou: “Urgência é uma coisa, mérito é outra”.

Brinde do alívio
Finalmente a novela da vice-presidência da Alba chegou ao fim nesta semana. Fátima Nunes foi eleita para o cargo após um longo impasse com seu colega de partido Júnior Muniz. Com o resultado confirmado, a presidente Ivana Bastos estava tão ou até mesmo mais alegre que a própria Fátima. Afinal, ela, junto ao líder governista Rosemberg Pinto, foi uma das principais cabos eleitorais da veterana. Ao final da votação, Ivana chamou a imprensa que cobria a sessão para o seu gabinete e distribuiu champanhes para comemorar a vitória.


Look de federal
Chamou a atenção da coluna o novo visual da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), adotado nesta semana. Antes dona de longas tranças grisalhas, ela agora ostenta um imponente black power, no melhor estilo Angela Davis. Na resenha com a imprensa, a deputada brincou que aquele era um “look de federal”, em alusão a uma possível candidatura para uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026.


Ao pé do ouvido
A coluna flagrou uma conversa de pé de ouvido entre Marcinho Oliveira e Rosemberg Pinto no plenário da Alba nesta semana. Com a inegável aproximação de Marcinho com a base do governo Jerônimo Rodrigues, a intimidade entre os dois chamou a atenção. Parece mesmo ser questão de tempo para o pupilo de Elmar Nascimento pular do barco da oposição para navegar no navio do governo.

Barracas pra chamar de sua
Veja o tamanho do avanço dos pergolados em área pública. No Jardim dos Namorados, as estruturas — que deveriam ser só com lonas — viraram verdadeiros quiosques de luxo: piso, paisagismo e tudo mais. Três delas, inclusive, são gigantescas e construídas com padrão de obra particular. Quem tá ganhando com isso? A fofoca na orla é que um ex-dono, com sobrenome de peso na política baiana, vendeu a estrutura para um famoso restaurante e ainda segue levando uma fatia da receita. Tudo isso em cima de área pública. Dois pesos... Enquanto isso, em Itapuã, a fiscalização foi pesada e impiedosa. Por que só lá? O contraste não passou despercebido — e já tem gente perguntando quem são os protegidos da vez.

Recados do Centrão (Direto de Brasília)
Uma das lideranças do governo no Congresso revelou à NSP que tanto a aprovação do relatório pela cassação de Glauber Braga (PSol-RJ) quanto as 264 assinaturas do requerimento de urgência para a tramitação do projeto de anistia aos golpistas são recados do Centrão. O primeiro recado é um aviso claro a qualquer um que combater o status quo da Casa: “Não atrapalhe nossos interesses”. O segundo recado seria direto ao governo: “Impedir (o andamento do PL da Anistia) terá preço e será cobrado”.

Classificação Indicativa: Livre

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