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Na Sombra do Poder: Pluft, o fantasminha

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Os bastidores da política baiana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / SBT

Publicado em 17/10/2024, às 05h55 - Atualizado às 05h55   Editoria de Política



Pluft, o fantasminha
Um antigo personagem dos desenhos animados surge pelos corredores da ALBA, após a operação da PF no gabinete do deputado Marcinho. Nosso Pluft, o fantasminha camarada, saiu do anonimato e voltou a transitar pelos corredores. A NSP explica: com o tumulto gerado pela operação federal, milhares de "plufts" trataram de sair pela tangente na casa legislativa. Após as eleições, eles, que trabalharam tanto para girar campanhas pelo interior, achavam que estavam de férias. Ledo engano. Com a chacoalhada da PF nesta semana, a turma decidiu meter o pé do CAB e procurar outros refúgios. Há quem diga que tem deputado embaixo da mesa, rezando para seus "plufts" voarem para bem longe. É uma verdadeira revoada de plufts.

Esmola pouca?
A oferta do Agerba para que o PP retorne oficialmente à base do governo do PT - agora com Jerônimo Rodrigues - é vista por membros do partido como uma "esmola", no máximo um dos postos que podem ser oferecidos à sigla para sacramentar o retorno. O PP pensa em secretaria, não simplesmente uma agência reguladora. Os seis deputados estaduais esperam mais pela fidelidade desde janeiro de 2023. Querem algo com grande alcance, não somente um nome extenso. Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia tem nome comprido, mas não atende aos anseios do PP. 

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Inquietação na base
A proximidade da dança das cadeiras no secretariado do Governo do Estado está deixando os aliados do governador Jerônimo Rodrigues de cabelo em pé. Um novo/velho parceiro está de volta e não deve se contentar com pouco. O PP já está com os dois pés na máquina estadual, faltando apenas o anúncio oficial para formalizar a aliança. Para tanto, os progressistas devem ocupar uma pasta robusta, o que pode causar ciumeira na base. O Avante se consolidou como segundo maior partido do estado e o MDB também registrou um crescimento considerável em relação à última eleição. Vai ter espaço para todos?

UPB é a bola da vez
A Bahia foca suas atenções no acirrado segundo turno de Camaçari, mas uma outra eleição já se avizinha e promete ser também acalorada. O pleito que vai decidir quem vai ocupar a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB) será realizado no início de 2025 e, nesta semana, o primeiro candidato foi apresentado: o prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, do PSD. Existe a possibilidade de um bate-chapa, já que Eures Ribeiro também parece querer o posto, que já ocupou no passado. O PP também deve lançar um nome para a disputa e o mais forte é Zé Cocá, prefeito de Jequié.

PF na Alba
A visita dos carros pretos da Polícia Federal voltou a assombrar os corredores da Assembleia Legislativa da Bahia. Dessa vez o alvo foi Marcinho Oliveira (União Brasil), que é suspeito de participar de um esquema de desvio de dinheiro na educação de Santa Luz. Ele nega as acusações. Poucos dias antes, foi a vez da PF comunicar a Alba sobre uma investigação envolvendo Soane Galvão (PSD), esposa de Marão, atual prefeito de Ilhéus. A apuração aponta crimes eleitorais, práticas de abuso de poder político e econômico, entre outras práticas. Além destes, o caso envolvendo Binho Galinha também continua no radar, com novas operações podendo acontecer a qualquer momento. Ao que tudo indica, as viaturas da PF devem bater ponto novamente na Casa do Legislativo baiano.

Virou graça?
Mesmo após o fim das eleições em Salvador, os vereadores da capital baiana continuam não participando das sessões no plenário. Inclusive, o próprio presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), não esteve presente nesta segunda-feira (16). Com a falta de vereadores, a sessão encerrou 10 minutos após a abertura por falta de quórum.

É Tudo ou Nada
Após Luiz Caetano mobilizar o presidente Lula para participar de comício em Camaçari, base do União Brasil tem usado as redes sociais para demonstrar apoio ao seu candidato, Flávio Matos. Inclusive o prefeito de Salvador, Bruno Reis postou um vídeo pedindo votos ao aliado. O que será que vem por aí?

Quem é o pai?
O governador Jerônimo Rodrigues não quer nem saber das eleições em Salvador. Com uma derrota acachapante nas costas, o chefe do Palácio de Ondina adotou a estratégia de dizer que o grupo político conquistou um resultado vitorioso ao tentar minimizar o cenário, querendo livrar a federação do péssimo desempenho de Geraldo Júnior na capital baiana. Por sua vez, o vice-governador passou a colocar no colo dos aliados o fiasco da sua candidatura a prefeito. Se continuar assim, vai ter que chamar o Ratinho pra fazer o teste de DNA.

Boi de piranha
A leitura de aliados do vice-governador Geraldo Júnior, que também saíram derrotados em Salvador, é que o emedebista foi utilizado como "boi de piranha" nas eleições municipais na capital baiana. "Ele poderia ser um candidato forte, competitivo, se tivesse apoio dos partidos que estavam na coligação", diz um amigo do líder. O aliado do emedebista apontou que o abandono da base à candidatura também teve papel definitivo para a redução da oposição na Câmara Municipal de Salvador. "Boicotaram uma candidatura e praticamente sepultaram a oposição a Bruno Reis", opinou.

O recado de Coronel
Angelo Coronel já deixou claro que não tem a menor "aptidão" para ser vice de Jerônimo. Com isso, quem vai abrir mão de uma das vagas ao Senado em 2026: Jaques Wagner ou Rui Costa?

Agora dispara
Sem dúvida nenhuma, agora a candidatura a presidente do ex-coach e ex-candidato a prefeito de São Paulo, Pablo Marçal, dispara. Após receber uma cadeirada de Datena, agora o influenciador, que não se definiu entre Ricardo Nunes e Guilherme Boulos no segundo turno, tem o apoio do "patriota, cristão, conservador, CAC, pecuarista, defensor da família tradicional". Sim, ele mesmo: Alberto Pimentel. Pablo agora decola.

Dança das cadeiras
Há um burburinho em Brasília indicando que o PT está buscando assegurar um suporte fundamental do Centrão para as eleições de 2026. Nesse contexto, há conversas sobre a possibilidade de Arthur Lira assumir um cargo de ministro no governo Lula. João Paulo Cunha, membro do PT e ex-presidente da Câmara, comentou sobre essa ideia em uma entrevista ao Estadão.

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