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Na Sombra do Poder: Ratatouille tupiniquim

Imagem Na Sombra do Poder: Ratatouille tupiniquim
Os bastidores da política baiana  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 03/04/2025, às 05h50   Editoria de Política



Ratatouille tupiniquim
Sábado passado, num reduto onde o cardápio vem em francês, mas o caos fala fluentemente baianês, um convidado nada ilustre atravessou o salão como se tivesse reserva confirmada. Pequeno, peludo e com faro apurado, o ratinho causou o verdadeiro bafo chique: salto voando, madame virando ninja, garrafa de champanhe no chão — e um garçom que quase pediu exoneração ali mesmo. Teve quem jurou que era ação de marketing. Teve quem achou que era miragem (a do champanhe era real). Só não teve quem pagasse a conta com dignidade depois do escândalo. A pergunta que não quer calar: foi um surto ou só mais uma noite normal no lugar onde o menu é francês, mas a higiene é bem tupiniquim?


Advogado, eucalipto e vapor
Um renomado advogado, desses de paletó de linho e moral de conveniência, arrojado e brigão nos corredores dos fóruns, baba-ovo de políticos e empresários, habitué das arenas de Praia do Forte, resolveu trocar o bronze pelo vapor. Foi visto, em plena tarde de expediente, saindo do fórum direto para uma sauna masculina no Tororó — nada contra o calor, claro, mas dizem que a companhia era um certo Pato Rouco, figura conhecida do submundo alternativo e dos bastidores que ninguém assume. A entrada foi discreta, mas a saída… nem tanto. Alguém viu, alguém filmou, e agora o bafafá circula na NSP, valendo mais que alvarás de soltura nas sextas-feiras… Nem habeas corpus resolve!!!

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Padrinho forte
Contagem regressiva para o preenchimento da vaga de titular para os advogados no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. A lista tríplice está a caminho do Palácio do Planalto para a escolha de Lula. Tudo indica que a afilhada do rei vai emplacar novamente. Da última vez, garantiu o biênio no TRE com o beneplácito de Bolsonaro. Quem tem padrinho forte entra pela direita ou pela esquerda, sem problemas.

Pão de queijo mofado
Um outsider da região das Minas Gerais anda aprontando algumas peripécias pela cidade de Tomé de Souza. O rapaz, muito fino e ligeiro, conseguiu brotar da Paralela à BR-324 e fazer algumas traquinagens dignas de aplausos dos maiores ilusionistas do mundo. De tanto se mexer em prefeituras vizinhas, acabou azedando o café com leite com seu pão de queijo, que autoridades do Judiciário já abriram a lupa em cima dele e prometem investigar o moçoilo. A NSP avisa que, daqui para a região de “Belôrizonte”, a estrada é dura e seca para quem vai no carro do Batman.


"Onde foi que eu errei?"
Pegou mal o desabafo do agora ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marchesini em sua despedida do posto. O discurso do ex-chefe da força causou um climão no evento, que contou com a participação do governador Jerônimo Rodrigues e do secretário de Segurança, Marcelo Werner. Jerônimo fez cara de poucos amigos e, de tão irritado, saiu sem falar com a imprensa.

Indiferente x cordial
Nos últimos dias, não faltaram adjetivos para qualificar os dois principais atores da política da atualidade. Se, de um lado, os ex-aliados de ACM Neto (União Brasil) o chamam de indiferente, ingrato, pouco acessível, dentre outros atributos nada positivos, a outra ponta, dos apoiadores de Jerônimo Rodrigues, diz que o governador é uma figura afável, solícita e disposta a ouvir até mesmo quem fez oposição a ele em 2022. Dessa forma, vai ser cada vez mais difícil que o ex-prefeito de Salvador impeça a debandada de prefeitos para o lado do petista.


Ciúmes de você...
Nem tudo são flores na ampliação da base aliada de Jerônimo com a adesão de prefeitos e parlamentares que até o ano passado orbitavam o campo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). Em Brasília, parlamentares da esquerda, aliados de primeira hora do governador da Bahia, acham que aumentar o arco de alianças é importante - mas, mesmo assim, já começaram a se queixar dos cargos que estão sendo dados a adversários de prefeitos e vereadores de suas bases eleitorais. “O pior é que a gente tem a plena certeza de que, no ano que vem, quase nenhum deles vai apoiar a reeleição de Jerônimo, muito menos a de Lula”, revelou um deputado petista. Ouvido pelo Sombra a respeito da desconfiança, um dos novos aliados do governador desdenhou: “É puro ciúme”, declarou.

Puro suco da discórdia
ACM Neto anda magoado porque o PP deu um pé nele e caiu de vez nos braços de Jerônimo, mesmo com a ameaça de fazer uma federação com o União. Uma debandada pepista está por vir se isso acontecer, aliás. O choro foi tão alto que Niltinho (do mesmo PP) precisou mandar o ex-prefeito "sair do playground" e entender que política é feita de atenção e carinho (do tipo que o herdeiro carlista nunca deu aos aliados). Inclusive, o parlamentar mandou um shade: segundo Niltinho, o ex-prefeito queria o apoio do PP em 2022, mas sequer reuniu os deputados para conversar. Agora reclama? Quem planta descaso, colhe reciprocidade... De brinde, ainda lembrou que prefeitos como Zé Cocá e Júnior Marabá nunca receberam um "oi" do ex-prefeito. Nem os tucanos, a exemplo de Paulo Câmara, estão saindo para defender o candidato derrotado em 2022.


Sol lá na Espanha
Se o tempo anda turvo na Câmara dos Deputados, depois que a oposição deu início a um processo sistemático de obstrução de pauta para forçar a tramitação com urgência da PL da Anistia aos Golpistas, o mesmo não se pode dizer do clima no local onde o baiano Jorge Solla (PT) vem participando das sessões plenárias semipresenciais da Casa. O parlamentar, que não tirou licença nem está de férias, há três semanas se encontra na ensolarada Espanha, passeando pela Galícia e confraternizando com os parentes de seus pais e avós que migraram, na primeira metade do século 20, para a Bahia. Só lembrando: Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tinha o mesmo tempo fora do país quando decidiu pedir afastamento temporário do mandato para permanecer nos Estados Unidos.

Novela na Alba
Continua a indefinição sobre a vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Já foram tantos adiamentos na votação que jornalistas e até mesmo deputados perderam as contas das vezes que o tema entrou e foi retirado de pauta. A expectativa agora é de que, finalmente, na próxima terça-feira (8), o tão esperado pleito ocorra para que possamos conhecer o vencedor do embate entre Fátima Nunes e Júnior Muniz.


Na base, mas não integralmente
No comércio de Salvador, é comum ouvir a expressão “tem, mas acabou”. Como a Bahia é pioneira até nas coisas absurdas, é possível ver um conceito novo na política: “estou na base, mas não integralmente”. O autor do conceito é o senador baiano Angelo Coronel. O parlamentar é filiado ao PSD, partido que integra a base do PT na Bahia, detalhe que não o impede de ter uma postura (bastante) crítica ao governo Lula, especialmente ao Orçamento deste ano — matéria que ele é relator — como a reforma tributária proposta pelo Palácio do Planalto. A última alfinetada sobre a cobrança dos impostos ocorreu em um encontro com empresários na capital baiana. Na oportunidade, Coronel defendeu o tão combalido empresariado brasileiro, que não pode abrir mão de seus poucos privilégios. O posicionamento de não se colocar na base petista acontece em um momento de atrito entre o parlamentar e o PT. Ele vem tendo o seu nome preterido na montagem da chapa que vai disputar a eleição do ano que vem. Para as duas vagas na chapa para o Senado, os cotados vêm sendo Jaques Wagner e Rui Costa. As críticas já seriam um sinal de um novo rumo de Coronel na política?


PT no 31 de março
Os 61 anos do 31 de março de 1964 foram celebrados esta semana por um deputado do PT. Mas calma, não é bem isso que você está pensando, nobre leitor. O caso, que poderia até levar à expulsão do parlamentar, não passa de uma grande coincidência. É que a mesma data do golpe militar também marca o nascimento do deputado José Neto (PT), e a comemoração de seu aniversário, apesar de discreta, foi bastante animada.


Problemão bolsonarista
O presidente do PL na Bahia enfrenta um problema para a montagem de uma sonhada chapa competitiva para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados em 2026. O ex-ministro de Bolsonaro quer somente nomes realmente bolsonaristas e evitar revezes pós-urnas, como os de Raimundinho da JR e de Victor Azevedo, eleitos com votos do ex-presidente, mas atualmente na base de Jerônimo. O problema para Roma é a desconfiança gerada nas duas últimas eleições, pois bolsonaristas raiz dizem ter sido escanteados em favor de nomes não muito ligados ao conservadorismo. Há apoiadores do capitão que desejam se candidatar por outras siglas da centro-direita e querem distância do PL.

Faltou assessoria?
Um projeto de lei apresentado pelo vereador Daniel Alves (PSDB) há um ano na Câmara Municipal de Salvador propõe que seja excluído parágrafo do Código Tributário de Salvador (Lei 7.186/2006) que impede que pessoas jurídicas ou físicas que não estejam quites com a Fazenda Municipal concorram em processos de fornecimento de materiais e serviços, vendam diretamente ou participem de licitação para execução de obras públicas.

Estudantes, run!
A NSP informou, na última semana, a respeito da falta de infraestrutura de uma instituição de ensino superior da capital baiana. A insatisfação é tanta que já circula em grupos de um aplicativo de mensagens a informação de que uma manifestação está sendo organizada para expor o desgosto com as instalações, a falta de professores e a estrutura precária.

Classificação Indicativa: Livre

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