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Alessandro Vieira compara orçamento secreto a "Mensalão 2.0" e comemora votos no STF

Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 09/11/2021, às 10h53    Jefferson Rudy/Agência Senado    Redação BNews

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) comparou o orçamento secreto, que constam as emendas de relator, como um "Mensalão 2.0", escândalo conhecido no governo do PT. Ele garantiu que não compactua com o instrumento criado no ano passado e que tem sido utilizado para o Planalto barganhar votos a favor da sua agenda no Congresso.

"Defender a decisão da ministra do STF, Rosa Weber, que suspendeu as emendas do orçamento secreto é necessário, urgente e democrático. Em um país que (mal) sobrevive à uma pandemia, com enormes crises na saúde, na educação e na economia, é um escárnio a articulação do Congresso Nacional para reaver as emendas do relator. Não compactuamos com esse Mensalão 2.0 e lutaremos para que o Senado Federal barre este absurdo”, disse o senador.

O líder do Cidadania no Congresso também se posicionou no Twitter sobre a votação que ocorre no Supremo que pode vetar as emendas de relator.

Como forma de propor uma alternativa à PEC dos Precatórios para flexibilizar o teto de gastos, o senador criou o Projeto de Resolução (PRS) nº 60/2021, que institui a Frente de Defesa de Responsabilidade Fiscal. 

Segundo o senador Alessandro, o papel da Frente Parlamentar envolverá o debate de propostas para o desenvolvimento da economia brasileira, além de servir como filtro para medidas populistas.

A proposta já recebeu apoio de outros parlamentares, como os senadores Oriovisto Guimarães (PODEMOS/PR), Álvaro Dias (PODEMOS/PR), Jorge Kajuru (PODEMOS/GO), Antonio Anastasia (PSD/MG), e da senadora Simone Tebet (MDB/MS).

A instituição da Frente de Responsabilidade Fiscal, segundo o senador Alessandro Vieira, é "uma iniciativa de caráter suprapartidário por meio da qual o Senado Federal poderá contar com a necessária articulação para defender os fundamentos da responsabilidade fiscal na gestão dos recursos públicos no Brasil".

Entre os resultados a serem produzidos pela Frente está uma maior tranquilidade no mercado, além de uma baixa no dólar e na inflação, a fim de trazer um grande benefício à população brasileira. "A criação da Frente de Defesa da Responsabilidade Fiscal é urgente e necessária. A PEC 23/2021 quebra a regra do teto de gastos de forma desnecessária e oportunista", disse.

"É preciso que fique claro para todos: não é verdade que é preciso romper o teto de gastos para poder pagar o Auxílio Brasil. As escolhas do Governo se baseiam única e exclusivamente em interesses não republicanos. Lutaremos contra esse retrocesso no Senado", completou Alessandro.

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