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Alunos são liberados mais cedo após falta de merenda em escolas

Reprodução/Prefeitura de Goiânia
Diretores tiram dinheiro do próprio bolso para ajudar a pagar merenda escolar, mas o problema é muito maior  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Prefeitura de Goiânia


Uma medida drástica vem sendo tomada pelas escolas municipais de Teresina: a liberação de seus alunos mais cedo que o normal por causa da falta de merenda. A grade curricular traz como componente o período integral (manhã e tarde), fazendo com que os estudantes passem boa parte do dia na instituição. Agora as crianças estão tendo apenas três horas de aula, sendo liberadas antes do meio-dia.

A exemplo da Escola Municipal Professor João Porfirio De Lima Cordão, localizada na Zona Sudeste de Teresina, onde não há proteínas para alimentar as crianças e a direção precisou realizar intervenções.

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Em entrevista ao portal G1, a diretora da Escola João Porfirio narrou a situação alarmante que enfrentam.

" Escolhemos liberar as crianças mais cedo para tentar não prejudicar no aprendizado das mesmas. Temos um estoque enorme de arroz, macarrão, feijão...mas apenas isso não é o suficiente, muitas vezes não temos carne bovina, frango ou mesmo ovos", discorreu Rayane, diretora da escola.

Uma professora que não quis se identificar, trabalha em três escolas do município e destaca que o problema é reincidente.

Alguns diretores tiram do bolso para não deixarem os estudantes sem comida. Tem diretor que compra uma manteiga para pôr no cuscuz… mas a maioria libera mais cedo,porque não tem opção”, destacou.

Para além do problema das refeições, os estudantes também são afetados devido ao encurtamento do horário de aula. Da mesma forma os pais, que precisam modificar suas rotinas diárias para prestar apoio aos filhos.

“Meu filho sai sete horas e chega em casa antes do meio-dia, bem cedo. Eu não tenho condições de ficar com ele esse tempo todo, tenho tantas coisas em casa... Além disso, sem tempo em sala, eles aprendem o quê? Como fica o futuro das crianças”, contou uma mãe que não quis se identificar.

O portal G1 tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Educação para comentar o caso, mas não obtiveram retorno.

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