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Antes de invadir jaula, homem afirmou que queria ver leoa 'mais de perto'

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Gerson de Melo Machado, o 'vaqueirinho', tinha transtornos mentais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 01/12/2025, às 19h02



A delegada adjunta da Delegacia Especializada de Homicídios de João Pessoa (PB), Josenise de Andrade, deu detalhes sobre a morte de Gerson de Melo Machado, o Vaqueirinho, definindo o caso como "fatalidade".

O jovem de 19 anos faleceu neste domingo (30), após invadir o recinto de felinos do Parque Zoobotânico Arruda Câmara. Ele não resistiu aos ferimentos do ataque de uma leoa.

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De acordo com Josenise, informações extraoficiais da polícia apontam que Vaqueirinho tinha passagens anteriores por crimes como dano e furto quando ainda era menor de idade. Apesar do histórico, ele nunca havia tentado invadir o Parque da Bica.

O homem só foi reconhecido no local depois do ataque, segundo a investigadora. Quando chegou ao local, ela ouviu de testemunhas que o jovem revelolu o desejo de se aproximar dos animais.

"Ele verbalizou a ideia de ver o animal mais de perto, o que bate com informações de policiais de que ele, mais de uma vez, e numa postagem de uma conselheira tutelar, que ele verbalizava a vontade de ir para a África cuidar dos leões. No vídeo, a gente pode ver ele descendo pela árvore, e as pessoas gritam, dizem para voltar. Ele poderia ter voltado, mas ele desce. Ao que parece, ele não tinha a intenção de atentar contra a própria vida, mas de se aproximar dos animais. Pelo histórico que me foi passado, ele tinha comprometimento psiquiátrico. Ele não teve a noção do perigo", disse Josenise.

Ela ainda disse que não existem conclusões exatas sobre como o ataque aconteceu, mas reforçou que foi uma fatalidade.

"Após a conclusão das perícias, muita coisa vai ser dita. Mas a questão é que ele não tinha acompanhamento familiar, a mãe era esquizofrênica. A polícia fica limitada, são casos que fogem à nossa atribuição. A princípio, eu, como leiga na questão do parque, e eles me disseram que estão além das exigências técnicas e normativas, penso que foi uma fatalidade. Ele não foi devorado pela leoa. Acho que ela pode ter agido no instinto de proteção ou até mesmo de brincar", relatou a delegada.

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