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Baiano diz ter sido espancado por seguranças após acusação de roubo em praia de Fortaleza

Reprodução/Arquivo Pessoal/Diário do Nordeste
Baiano relatou que, após ser atacado por seguranças, desmaiou na faixa de areia; empresa nega as acusações e diz que caso é investigado  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Arquivo Pessoal/Diário do Nordeste
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2026, às 10h51



Um baiano de 53 anos, identificado como Adilson Alves, denunciou ter sido vítima de racismo e de uma tentativa de homicídio após ser agredido por seguranças de um famoso estabelecimento na Praia do Futuro, em Fortaleza, na terça-feira (13). A empresa negou as acusações e afirmou que o caso está sendo investigado pelas autoridades.

Segundo informações do Diário do Nordeste, Adilson vive na capital cearense há dois anos, com a esposa. O casal trabalha com a entrega de água e a venda de refeições.

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Em depoimento, ele relatou que caminhava pela areia em direção à motocicleta, por volta das 11h, depois de sair do mar, quando foi abordado por quatro profissionais de segurança do Complexo Crocobeach. Segundo ele, um dos homens o segurou pelo pescoço e o acusou de ter roubado uma bolsa.

Apesar de ter negado a acusação, o baiano afirmou que foi agredido pelo grupo até desmaiar. Ainda inconsciente, teria sido deixado na faixa de areia, próximo ao mar.

Ao recobrar a consciência, Adilson disse que estava ferido e com a roupa ensanguentada. Ele também relatou ter sofrido um golpe conhecido como mata-leão e afirmou que os seguranças utilizaram uma mangueira com um objeto rígido em seu interior, semelhante a uma barra de ferro, para atingi-lo na cabeça, no rosto, nas costas, nas pernas e nos ombros.

A vítima sofreu um corte no supercílio, teve um dente quebrado e ficou com o nariz inchado. Ainda segundo o depoimento, após recuperar a consciência, ele tentou ir ao banheiro do complexo para entender o que havia acontecido, mas foi orientado por um dos seguranças a deixar o local.

Ele foi encaminhado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), onde passou por exames e recebeu atendimento médico, incluindo uma sutura no supercílio.

O que diz o estabelecimento

Em nota enviada ao Diário do Nordeste, o Complexo Crocobeach afirmou que tomou conhecimento da denúncia por meio da imprensa e declarou repudiar qualquer forma de violência, discriminação racial ou atitude que coloque em risco a dignidade e a integridade das pessoas.

A empresa disse desconhecer as acusações de agressão atribuídas à equipe de segurança e informou que, em uma apuração interna, não identificou a ocorrência de episódios dessa natureza nas dependências do estabelecimento.

O complexo também declarou ter conhecimento de que a polícia investiga o caso e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as apurações e fornecer os esclarecimentos necessários.

Defesa da vítima vai formalizar denúncia de racismo

A advogada Graciela Alencar, responsável pela defesa de Adilson, informou que aguarda a recuperação do cliente para registrar formalmente a denúncia de racismo na delegacia. Segundo ela, o homem ainda sente muitas dores e enfrenta dificuldades para se levantar da cama.

A filha da vítima também questionou a abordagem dos seguranças. Segundo ela, o pai estava sem camisa e carregava os sapatos nas mãos quando foi acusado de roubo, sem que, conforme sua versão, houvesse provas ou oportunidade para se defender.

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