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Briga em academia termina em homofobia e agressão física: “Viado tem que morrer”

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Caso ocorreu numa academia de Fortaleza; Jovem denunciou duas mulheres  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/11/2024, às 08h32



A disputa por uma cadeira extensora em uma academia de Fortaleza, no Ceará, terminou em ofensas verbais e agressões físicas. O caso foi denunciado por Emerson Rodrigues, de 22 anos, que alega ter sido vítima de homofobia por parte de duas mulheres.

Emerson estava acompanhando uma amiga que terminava suas séries de malhação na cadeira extensora, quando as mulheres, mãe e filha, começaram a questionar o uso do aparelho. Segundo a amiga, outro equipamento estava disponível, mas as mulheres retornaram e começaram a ofendê-los.

"Ela me chamou de gorda, chamou meu amigo de gordo, disse que ele era viado, gigolô, e que viado tinha que morrer. [...] No fim, ela ficou xingando mais ainda meu amigo, começou a ser homofóbica. Depois, ela ficou na frente do aparelho dizendo que a gente não ia mais usar. [...] Levantei, disse que ela não ia falar daquele jeito com o meu amigo e ela pediu para eu calar a boca", contou a jovem nas redes sociais.

Foi aí que a briga começou, com agressões físicas entre ambas. Confira o vídeo.

"Quando ela percebeu o meu jeito, a minha fala, ela viu que eu era gay e disse: 'Ah, esse daí é o das letrinhas lá [em referência à sigla LGBTQIA+], é o 'ele/dele'. Só podia ser viado mesmo. É por isso que viado morre'", relatou Emerson nas redes sociais.

De acordo com o Portal G1, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) informou que o caso será investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Intolerância Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin). A Max Forma Academia, onde ocorreu o incidente, afirmou em nota que preza por uma boa convivência e está à disposição das autoridades.

"Continuamos comprometidos em oferecer um ambiente seguro e acolhedor para todos os nossos alunos e reforçaremos nossas diretrizes de convivência para prevenir situações semelhantes no futuro, além de estar à disposição das autoridades competentes", afirmou a academia.

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