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Caso extraconjugal, advogado preso e mais: o que se sabe sobre o caso de PM morto carbonizado

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Advogado foi preso por suspeita de tentar entregar celular para cliente investigada pelo crime  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 16/08/2026, às 08h11 - Atualizado às 18h56



A prisão da policial militar Júlia Natália Girão Gomes, suspeita de envolvimento na morte do também PM Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, trouxe novos desdobramentos para as investigações do caso. Isso porque, um advogado identificado como Walmir Medeiros, de 62 anos, foi conduzido para a delegacia na sexta-feira (14), após tentar entregar um celular para Júlia,  sua cliente que está custodiada preventivamente no 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), em Fortaleza.

As informações iniciais apontam que a entrega do aparelho  à cliente buscava facilitar a comunicação dela com terceiros. Embora tenha sido levado para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o advogado foi liberado logo após  assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Ainda na unidade policial, ele negou ter levado o celular - já apreendido pela polícia - para a Julia. 

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A morte de Rafael 

Rafhael foi encontrado por equipes das forças de segurança, na terça-feira, 11, após serem acionadas por uma testemunha que relatou ter visto um carro em chamas no Bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. 

A primeira equipe a chegar no local foi o Corpo de Bombeiros Militar que, após debelar as chamas, percebeu que havia um corpo dentro do veículo. Na tarde de terça-feira, 12,  foi localizada em uma área de mata ao lado da BR-116, em Aquiraz.

Advogado já tem antecedente criminal

Segundo informações do g1, Walmir já possui passagem na polícia por lesão corporal dolosa no contexto da Lei Maria da Penha. Ele, que é coronel da reserva do Exército Brasileiro, integrava a Associação dos Profissionais da Segurança (APS), contudo, diante dessas repercussões, foi afastado das atividades que exercia na associação, conforme divulgado pelo g1.

Prisão de Júlia

Júlia foi presa por suspeita de participação na execução do soldado Raphael Sampaio da Silva. Além dela, seu marido Antoneudo Ribeiro Lima Júnior também foi preso.  Ela, que ingressou na corporação em novembro de 2024 e trabalhava no mesmo batalhão da vítima, tentou criar uma cena de crime para escapar das acusações. Julia foi encontrada por moradores com as mãos amarradas em uma área de mata próxima à BR-116, alegando que também havia sido vítima da ação criminosa. 

Linha de investigação

Nesse primeiro momento, a polícia trabalha com a possibilidade de que Raphael e Júlia tinham um caso extraconjugal. As investigações, no entanto, seguem em andamento. 

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