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Estudo aponta perda de 90% dos corais em Maceió e Maragogi: 'Grande cemitério embaixo d’água'

Reprodução / UFAL
A temperatura da água bateu recorde de acordo com estudo da Ufal  |   Bnews - Divulgação Reprodução / UFAL

Publicado em 28/09/2024, às 17h20   Redação



Mais de 90% dos corais estão em processo de decomposição em Alagoas. A análise preliminar feita em agosto por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) revelam que os principais motivos dessa perda são: o aumento da temperatura no oceano; impactos humanos e fenômenos como El Niño explicam a alta mortalidade desses animais. A análise foi feita em Maragogi, Maceió e Paripueira.

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As informações publicadas pelo G1 revelam que a temperatura da água bateu recorde, chegando a 34ºC. Isso significa que ficou cerca de 3°C acima da média para o período, o que resultou em um evento de branqueamento dos corais em grandes proporções e intensidade.

“As altas temperaturas da água fazem com que o animal expulse da sua pele as pequenas algas coloridas, chamadas zooxantelas, que vivem ali associadas, e seu tecido agora transparente, mostra a cor branca do seu esqueleto”, explica o professor Ricardo.

O branqueamento é causado pelo estresse que os corais sofrem que faz com que eles reduzam as taxas de crescimento, diminuam a capacidade reprodutiva, aumentem a suscetibilidade a doenças e elevem as taxas de mortalidade.

Educação das comunidades sobre a importância desses ecossistemas e investimentos em pesquisas científicas são cruciais para a recuperação dos corais. A Ufal informou está articulando parcerias com a academia, o Estado e ONGs para pensar alternativas de reestruturar os corais e gerar renda com o turismo sustentável.

O projeto da Ufal para monitorar a saúde dessas colônias conta com o financiamento da Fapeal e bolsas de estudo do CNPq, além de integrar uma rede nacional de monitoramento.

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