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Mulher é diagnosticada com raiva humana dois meses após ser mordida por sagui

Ilustrativa/Robson Veneziani/Pixabay
Os principais sintomas da raiva humana incluem dificuldade de engolir, fotofobia e salivação excessiva, podendo levar à morte  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Robson Veneziani/Pixabay

Publicado em 05/02/2025, às 10h44   Victória Valentina



Uma mulher de 58 anos foi diagnosticada com raiva humana após ser mordida por um macaco sagui, na cidade de Jucás, no interior do Ceará, em novembro de 2024. De acordo com informações da Secretaria de Saúde do estado, a paciente só apresentou sintomas na última semana, no dia 27 de janeiro.

A vítima procurou atendimento em um hospital da cidade com náuseas, dificuldade de engolir e de falar e hidrofobia (aversão à água). Ela foi encaminhada para o Hospital São José, em Fortaleza, onde foi diagnosticada com raiva humana. 

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Após o diagnóstico, a Sesa realizou inquérito epidemiológico e busca ativa de animais silvestres na região de Jucás. 

O que é a raiva humana?

A doença viral pode ser transmitida de um animal para uma pessoa por meio, principalmente, de mordedura ou lambedura, com alta taxa de letalidade.

Nos humanos, a condição pode causar um quadro de encefalite [inflamação no cérebro] aguda.

Dentre os principais sintomas, estão dificuldade de engolir (alimento, água ou saliva), fotofobia (desconforto visual em relação à claridade), tremores involuntários e salivação excessiva. Já em animais domésticos, como cães e gatos, também acontece a salivação em excesso associada à agressividade ou à mudança comportamental.

De 2008 a 2024, foram registrados seis casos de raiva humana no Ceará. Com a confirmação do diagnóstico da moradora de Jucás, esse é o quinto caso de raiva humana transmitida por saguis no Estado em 17 anos.

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