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Operação contra tráfico interestadual de drogas alcança cidade baiana e revela movimentação de R$ 32 milhões

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Ao todo, foram executados 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão  |   Bnews - Divulgação Divulgação / SSP-SE
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 26/05/2026, às 08h29



Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) teve desdobramentos na Bahia e mirou um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Indumentum II, a ação cumpriu mandados também no município de Ribeira do Pombal, no interior baiano.

Ao todo, foram executados 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE).

Além da Bahia e de Sergipe, a operação ocorreu simultaneamente em cidades de Minas Gerais, Paraíba e Alagoas. Em território sergipano, os alvos estavam nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto e Barra dos Coqueiros. Também houve ações em Montes Claros (MG), João Pessoa (PB) e Maceió (AL).

As investigações tiveram início em abril de 2025, durante a primeira fase da Operação Indumentum, quando foi identificada a atuação de um grupo criminoso voltado à distribuição de entorpecentes — principalmente crack e maconha — em Nossa Senhora do Socorro (SE) e região.

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios de lavagem de dinheiro, com práticas de ocultação e dissimulação de valores obtidos com atividades ilícitas. Entre os mecanismos utilizados estavam o uso de contas bancárias de terceiros e depósitos fracionados, estratégia comum para dificultar o rastreamento financeiro por órgãos de controle.

Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi a incompatibilidade entre a renda declarada por um dos investigados e o patrimônio identificado. Segundo a apuração, ele possuía imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo, bens considerados incompatíveis com os rendimentos oficiais.

De acordo com levantamento das forças de segurança, o grupo movimentou aproximadamente R$ 32 milhões entre os anos de 2021 e 2025, valor que reforça a dimensão da estrutura criminosa e o alcance interestadual das atividades.

A operação contou com o apoio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), do 1º e do 5º Batalhões da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) e do Grupo Tático Operacional da Polícia Penal (GTOP).

A FICCO/SE reúne integrantes da Polícia Federal (PF), da Polícia Civil (PC), da Polícia Militar (PM), da Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.

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