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PM suspeito de efetuar disparo em protesto na Universidade Federal de Sergipe é afastado

Divulgação Reprodução Redes Sociais - A manifestação foi convocada por estudantes da Universidade Federal de Sergipe
Vídeos mostram a correria dos manifestantes após disparo em ato político; a polícia investiga o caso.  |   Bnews - Divulgação Divulgação Reprodução Redes Sociais - A manifestação foi convocada por estudantes da Universidade Federal de Sergipe
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 09/10/2026, às 11h20



Um policial militar é suspeito de ter efetuado um disparo de arma de fogo em um ato a favor do candidato a releeição e atual Presidente Lula, na porta da Universidade Federal de Sergipe (UFS), na noite desta quinta-feira (8). A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), segundo o G1. O sargento Manoel Messias dos Santos, da PM de Sergipe, foi afastado das funções e teve a arma recolhida.

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Vídeos divulgados nas redes sociais mostram pessoas correndo durante o ato político. Os manifestantes usavam roupas vermelhas em alusão ao PT e ao candidato à reeleição pelo partido. Ninguém ficou ferido.

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Os relatos das testemunhas apontam que um homem em um veículo parou no local e efetuou um disparo de arma de fogo. O suspeito será submetido a exame residuográfico, e a polícia buscará imagens do local para anexar aos autos.

O ato havia sido convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS) para promover o debate sobre políticas públicas estudantis. Procurada pelo g1, a Universidade Federal de Sergipe ainda não se manifestou.

REPERCUSSÃO 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou o ocorrido em suas redes sociais.

URGENTE! Bolsonarista armado dispara contra manifestação de Lula em Sergipe! Zambelli, Roberto Jefferson e agora o atirador de Sergipe… Esse é o Brasil dos Bolsonaristas”, publicou.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso.

“É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente. O Brasil já viveu esse roteiro — e conhece suas consequências. Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022, alimentou o ‘bangue-bangue’ nas ruas e nas redes sociais e culminou na destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 parece estar ganhando força outra vez”, postou.

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