BNews Nordeste
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante quatro pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, após a retirada de mais de R$ 2,7 milhões em espécie em uma agência bancária no Recife, Pernambuco, na última sexta-feira (20). Entre os detidos está Fernando José Palma Sampaio, que, até então, ocupava o cargo de assessor parlamentar do deputado federal Vinicius Carvalho (PL-SP).
Também foram presos Luiz Henrique de Albuquerque Bueno, Tiago Galve dos Santos e Tales Mariano Carvalho da Silva. O grupo acabou liberado posteriormente, mediante decisão que concedeu liberdade provisória. O processo tramita sob sigilo na Justiça Federal, e novas audiências devem ser realizadas nos próximos dias.
A defesa dos investigados contesta a legalidade das prisões. Ao Globo, o advogado Ulisses Narcizo disse que não haveria elementos suficientes para sustentar a acusação. “A configuração do crime de lavagem de dinheiro exige, ao menos, a indicação de um delito antecedente”, afirmou. Ele sustenta ainda que os valores têm origem lícita, vinculados a uma operação empresarial de natureza privada.
De acordo com a PF, a abordagem ocorreu logo após o saque. Um dos suspeitos teria ido à agência para retirar o dinheiro e faria a entrega aos demais, que chegaram à capital pernambucana pouco antes, em um jato particular. Em nota, a corporação informou que os envolvidos foram levados à sede da PF, autuados em flagrante e que as investigações seguem para identificar a origem dos recursos e possíveis conexões com outros crimes.
Após a repercussão do caso, o deputado Vinicius Carvalho anunciou a exoneração de Sampaio. Em manifestação divulgada por seu advogado, Antônio Belarmino Júnior, o parlamentar afirma que não tinha conhecimento da viagem nem de qualquer atividade investigada.
Segundo a nota, o próprio depoimento do ex-assessor indicaria que o deputado não foi informado sobre os deslocamentos ou ações sob apuração. O texto também menciona que o Ministério Público Federal (MPF) não identificou, até o momento, indícios de envolvimento do parlamentar.
Nesta segunda-feira (23), Carvalho publicou um vídeo nas redes sociais reiterando que não possui relação com o episódio. Em nota enviada ao jornal, a defesa do deputado afirma que ele recebeu a notícia com surpresa e rejeita qualquer tentativa de associação ao caso.
Destaca ainda que, com mais de duas décadas de vida pública, sua trajetória é marcada pela legalidade e transparência. Por fim, informa que a exoneração do assessor foi adotada como medida preventiva e reforça que o parlamentar permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
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