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Sem justificativa: Saiba o que aconteceu antes do ‘bombado do elevador’ desferir 60 socos na namorada

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Discussão entre 'bombado do elevador' e a vítima teve início em área comum do condomínio  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 30/07/2025, às 07h31 - Atualizado às 12h25   Maurício Viana



As investigações sobre a agressão cometida pelo ex-jogador de basquete Igor Cabral contra sua namorada seguem em andamento em Natal (RN). O caso ganhou repercussão nacional após imagens mostrarem o agressor desferindo mais de 60 socos contra a vítima dentro de um elevador.

De acordo com a Polícia Civil, o casal participava de um churrasco com amigos quando uma discussão motivada por ciúmes teve início. À TV Globo, a delegada Victória Lisboa, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), deu mais detalhes:

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"Eles estavam confraternizando com amigos. Em dado momento, ele pediu para ver o celular dela. Ela mostrou e disse que não havia nada demais nas mensagens. Mesmo assim, ele ficou enciumado e quis discutir", relatou.
Testemunhas afirmaram que a discussão começou na área da piscina do condomínio. O agressor teria jogado o celular da vítima na piscina e, em seguida, subido para o apartamento dela. A vizinha Iranilda Oliveira, que comemorava o aniversário da neta no local, presenciou parte do episódio.

“Eles estavam distantes, mas dava para ver que discutiam. Ele jogou o celular na água e saiu correndo. Ela foi atrás.”
A vítima o seguiu até o elevador para tentar conversar. Foi nesse momento que ocorreu a agressão brutal.

"Ela permaneceu dentro do elevador porque sabia que ali havia câmeras. Já temia que ele pudesse praticar algo contra ela", explicou a delegada.
Igor alegou à polícia que teve um “surto claustrofóbico” após ser xingado e ter a camisa rasgada. Segundo ele, teria ido apenas buscar seus pertences após descobrir uma suposta traição.

A vítima revelou em depoimento que já havia sido empurrada por Igor anteriormente. Ela também relatou episódios de violência psicológica, incluindo incentivos à automutilação.

“O grau de violência psicológica era altíssimo. Em conversas, ele sugeria que ela se matasse”, relatou a delegada.
A polícia descobriu ainda que Igor está envolvido em outros boletins de ocorrência, inclusive por agressões a amigos em festas.

Após o espancamento, a vítima, de 35 anos, perdeu temporariamente a fala e teve o rosto completamente desfigurado. Em um bilhete entregue à polícia, ela explicou por que não saiu do elevador:

“Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar.”

O caso é investigado como tentativa de feminicídio.

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