Personalidade
O jornalista Mino Carta, fundador e diretor de redação da revista Carta Capital, morreu nesta terça-feira (2), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês havia duas semanas e enfrentava problemas de saúde há cerca de um ano.
Italiano de nascimento, Mino se tornou um dos personagens centrais da imprensa brasileira. Foi responsável pela criação de publicações que marcaram época, como Quatro Rodas (1960), Jornal da Tarde (1966), Veja (1968), IstoÉ (1976) e, por fim, CartaCapital (1994). Sua trajetória se confunde com a história do jornalismo no país, marcada por inovação, enfrentamentos políticos e ousadia editorial.
Ao longo da carreira, Mino defendeu um jornalismo crítico, comprometido com a verdade factual e com a fiscalização do poder. Foi perseguido durante a ditadura militar, enfrentou pressões de governos e empresários, e se manteve fiel ao espírito contestador. Dono de frases cortantes, não escondia o desencanto com os rumos do Brasil e com o impacto da tecnologia na profissão: “Um dia, os computadores vão engolir as pessoas”, costumava dizer.
Nascido em Gênova, em 1932, Mino Carta chegou ao Brasil ainda jovem, acompanhando a família que fugia do fascismo. Desde cedo encontrou no jornalismo a sua voz. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, deixou uma marca indelével na imprensa nacional, como editor, criador de revistas, escritor e crítico implacável dos poderosos. Informações da Carta Capital.
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