Personalidade
Publicado em 23/09/2024, às 13h00 - Atualizado às 14h54 Redação
Morreu, na madrugada desta segunda-feira (23), aos 92 anos, o jornalista e cronista político Sebastião Nery, um dos mais renomados observadores da política brasileira. Nery foi deputado estadual na Bahia, cargo do qual foi cassado em 1964 durante a ditadura militar. Ao longo de sua carreira, escreveu mais de uma dezena de livros e foi colunista de grandes jornais, como a Folha de S.Paulo, onde assinou a coluna Contraponto entre 1975 e 1983.
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Nascido em Jaguaquara, na Bahia, Nery teve uma formação diversificada, com estudos no Seminário de Amargosa e formação em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais e em direito pela Universidade Federal da Bahia. Ele começou sua trajetória jornalística em Belo Horizonte, mas foi na Bahia que se destacou como repórter e fundador de jornais locais. Sua atuação política também foi intensa, sendo eleito deputado estadual em 1962, antes de sofrer perseguições durante o regime militar.
Nery também teve uma carreira marcada por sua atuação no Rio de Janeiro, onde trabalhou em veículos como Diário Carioca e TV Globo. Mesmo em meio à repressão, ele foi absolvido de processos como o movido contra ele pela Lei de Segurança Nacional, em 1972. A partir de 1979, voltou à política ao lado de Leonel Brizola na fundação do PDT, e em 1982 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Ao longo de sua vida, Sebastião Nery escreveu obras importantes, como os livros da série Folclore Político, além de se destacar por sua visão crítica da política brasileira. Viúvo, ele deixa três filhos: Jacques, Sebastião e Ana Rita. A cerimônia de cremação será realizada nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro.
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