
A Polícia Federal conduziu coercitivamente (quando a pessoa é levada forçadamente para depor) um homem suspeito de fraudar documentos para conseguir o registro profissional de médico. A ação da PF ocorreu nesta terça-feira, por volta das 11h20, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em Salvador.
De acordo com o Cremeb, o homem identificado como Paulo Rogério Ferreira estava em atendimento na sede do Conselho. A PF tomou conhecimento do fato após a diretoria comunicar ao órgão que havia recebido um homem com um diploma da Universidade de Caxias do Sul (UCS) falso. O documento, que apresentava sinais visíveis de falsificação, foi entregue pelo suspeito ao Conselho, para a realização da primeira inscrição (aquela concedida ao médico, após a colação de grau).
A constatação de que Paulo Rogério Ferreira não era graduado em medicina pela UCS veio após o Cremeb solicitar da instituição de ensino um atestado de veracidade do diploma. Por meio de ofício, a UCS informou que o suspeito “nunca fora aluno da universidade, e consequentemente, o diploma apresentado não é verídico”. Eles acrescentaram ainda que o documento é diferente dos padrões institucionais.
De acordo com os documentos apresentados ao Cremeb, Paulo Rogério Ferreira tem 43 anos de idade e é natural de Foz do Iguaçu, no Paraná. No diploma, a informação é de que ele concluiu o curso de medicina em 20 de dezembro de 2014.
O delegado da PF responsável pela diligência, Oswaldo Fortunato Neto, informou que será aberto um inquérito para apurar os fatos, mas que Paulo Rogério Ferreira será indiciado por falsificação e uso de documento público, e, se condenado, poderá pegar de 2 a 6 anos de prisão.