Polícia
Publicado em 31/10/2017, às 09h23 Redação BNews
O 11º Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou, nesta segunda-feira (30), dados sobre a violência nos estados brasileiros.
Segundo o estudo, a Bahia é líder em número absoluto de mortes violentas intencionais no país. Em números absolutos, o estado liderou em 2016 o número de mortes violentas intencionais com 7.110, seguido por Rio de Janeiro, com 6.262, e São Paulo, 4.925.
A pesquisa também relatou que a polícia baiana não respondeu alguns questionamentos solicitados, não sendo possível avaliar a situação do estado.
Por meio de nota enviada à imprensa, a assessoria da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que “não participou do preenchimento do questionário” enviado para alimentação do 11º Anuário de Segurança Pública.
Segundo a SSP-BA, a polícia baiana “optou por não colaborar com a pesquisa, após receber documento do próprio Fórum, informando que o Ministério da Justiça [...] não logrou êxito em coordenar esforços metodológicos de classificação de ocorrências e o referido sistema hoje não apresenta dados confiáveis”.
Ainda de acordo com o esclarecimento, a SSP-BA “entende que é impossível, no Brasil, estabelecer rankings entre os estados se cada localidade adota uma metodologia diferente na contagem dos crimes. O próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo Anuário, reconhece o problema e ressalta que não é indicado a classificação das federações”.
A Secretaria justifica que “várias mortes sendo contabilizadas como apenas um crime violento, além de inúmeros casos de morte violenta registradas como "crime a esclarecer" interferem consideravelmente no posicionamento dos estados”.
Por fim, ressalta que a “iniciativa tem se mostrado uma ferramenta inútil, já que as conclusões e interpretações feitas pelo Fórum não são utilizadas pelo Ministério da Justiça”.
Leia a nota da SSP-BA enviada para imprensa:
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia não participou do preenchimento do questionário enviado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, para alimentação do 11º Anuário de de Segurança Pública. A Bahia optou por não colaborar com a pesquisa, após receber documento do próprio Fórum, informando que “o Ministério da Justiça [...] não logrou êxito em coordenar esforços metodológicos de classificação de ocorrências e o referido sistema hoje não apresenta dados confiáveis [...]”.
A SSP entende que é impossível, no Brasil, estabelecer rankings entre os estados se cada localidade adota uma metodologia diferente na contagem dos crimes. O próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo Anuário, reconhece o problema e ressalta que não é indicado a classificação das federações.
Várias mortes sendo contabilizadas como apenas um crime violento, além de inúmeras casos de morte violenta registradas como "crime a esclarecer" interferem consideravelmente no posicionamento dos estados . Inclusive, na última reunião do Colegiado de Secretários de Segurança do Nordeste, realizada em agosto de 2017, um ofício foi enviado para o Ministério da Justiça, assinado por todos os integrantes, solicitando a uniformização dos dados.
A SSP reforça o empenho dos policiais no combate aos crimes contra a vida, sendo feito principalmente com maior foco na atuação dos traficantes, haja vista que 80% das mortes têm ligação com essa prática criminosa (rivalidades e usuários que não pagam pelo consumo). Destaca que Salvador tem reduções consecutivas dos índices. Acrescenta que em 2016, comparado com 2015, houve um acréscimo na RMS e interior, porém com ações efetivas os números do primeiro semestre de 2017 já mostram diminuições nas duas regiões.
Importante ressaltar ainda que a proposta do questionário de avaliação, respondido pela Bahia desde 2014, é apresentar um diagnóstico dos estados para um Plano de Segurança Nacional, no entanto, a iniciativa tem se mostrado uma ferramenta inútil, já que as conclusões e interpretações feitas pelo Fórum não são utilizadas pelo Ministério da Justiça. Prova disso é que a área da segurança pública da Bahia, desde 2014 no grupo 1 - como são qualificados os estados com melhor qualidade de preenchimentos das informações – não recebeu qualquer destinação do orçamento do Ministério da Justiça desde 2014.
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