Polícia

87 trabalhadores em condições precárias são resgatados em Alagoas

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Publicado em 03/05/2018, às 19h00   Redação BNews



O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo resgatou, nesta quarta-feira (2), 87 trabalhadores em situação de trabalho precária. Eles estavam trabalhando na produção de farinha de mandioca em duas casas na região de Arapiraca, Alagoas. Entre eles, estavam 13 menores, com idades entre 11 e 17 anos.

Os operários cumpriam jornada de trabalho excessiva, muitos deles iniciavam as atividades por volta da meia-noite e encerrando às 18 ou 19h. O empregador também não fornecia água potável. O único banheiro disponível para as duas casas estava interditado, obrigando o grupo a fazer necessidades no mato próximo.

Nas duas casas foram encontradas condições insalubres de trabalho, uso de menores e idosos, a grande maioria sem carteira assinada. Os 13 menores resgatados faziam o mesmo trabalho de adultos, utilizando facas e outros instrumentos para raspar a casca da mandioca.

Além disso, as máquinas utilizadas para a produção apresentavam riscos graves e iminentes aos operadores e aos demais trabalhadores que ali circulavam, sem contar o calor excessivo e o pó característico da moagem e secagem da farinha a que os operários eram expostos.

Dentro da condição encontrada, o coordenador da ação, auditor-fiscal do Trabalho, André Wagner, optou por cessar a atividade e resgatar todos os trabalhadores.

O maior resgate de trabalhadores desde 2012 teve a participação da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União, ainda não foi concluída. O Grupo Móvel busca um acordo com o trabalhador para o pagamento dos direitos trabalhistas de todos os resgatados. Este é o maior resgate de trabalhadores desde 2012.

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