Polícia

Caso de jovem morta após desaparecer em São Caetano completa um ano e família ainda aguarda resposta

Reprodução (Facebook)
Stephanie Souza da Silva Santos, 19 anos, foi encontrada em Simões Filho com sinais de estrangulamento   |   Bnews - Divulgação Reprodução (Facebook)

Publicado em 29/05/2019, às 18h36   Brenda Ferreira



Há um ano, Stephanie Souza da Silva Santos, 19 anos, teve a vida interrompida por um crime que ainda está impune. Era uma segunda-feira, 28 de maio de 2018, mais um dia comum na rotina da estudante do Colégio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, no bairro São Caetano, onde morava. 

Antes de ir para a escola, Stephanie almoçou com uma tia e, por volta de 13h30, a família afirma que ela desapareceu e perdeu o contato com todos. Marina Souza, tia paterna e madrinha da garota, afirmou que ela foi flagrada por câmeras de segurança indo para o colégio. 

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Stephanie foi encontrada no dia seguinte, 29 de maio, morta, com sinais de estrangulamento, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador. A família, que foi ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) reportar o desaparecimento, soube que o corpo já estava aguardando reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML). 

“Já tínhamos falado para muita gente [sobre o desaparecimento], quando demos queixa no DHPP, disseram que tinha chegado um corpo no IML e já era tarde demais”, relembrou ao BNews Marina . “E de lá para cá, essa angústia”. 

Um ano após o crime, a família segue sem respostas, explicações e sem conclusão do inquérito. Marina descreve a sensação como “terrível”. “Não consigo dormir até hoje. Nem a mãe, o pai, a avó... E foi de uma hora para a outra, porque ela não se envolvia em nada. Tinha 19 anos, mas parecia ter 12. Temos que confiar na polícia, nas leis”.

Segundo Marina, a família descarta assalto como motivo do desaparecimento e morte, apesar do celular de Stephanie também ter sumido e não encontrado até hoje. A tia da garota disse ao BNews que chegou a questionar a polícia sobre o aparelho telefônico. “Só dizem ‘está investigando’. Não deram previsão [de conclusão].  Dizem que estão esperando alguns laudos, que pediram outros (unha e se tem presença de sêmen). Disseram que estavam esperando a operadora do celular pra ver onde está”. 

Na época do crime, foram levantadas suspeitas de estupro, no entanto, a família não confirma o abuso. No mesmo período, a Polícia Civil confirmou apenas a causa da morte como estrangulamento. O caso está sendo investigado pela 22ª Delegacia (Simões Filho). 

Questionada sobre o caso e andamento da investigação, a Polícia Civil informou ao BNews que está fazendo o levantamento junto ao DHPP e retornará quando concluir. 

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